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Política·

Sindicatos do setor público andorrano contestam reglament de classificação de empregos por falhas de transparência

SIPAAG e SEP recorrem do decreto governamental de março como correção superficial que ignora decisões judiciais, exigindo reinício total com divulgação pública de critérios em meio a 166+ queixas.

Pontos-chave

  • Sindicatos SIPAAG e SEP apresentaram recurso administrativo contra o Reglament de Classificació i Revisió dels Llocs de Treball de março.
  • Tribunais de Batllia invalidaram processo anterior por desrespeito ao CTOG, metodologia PwC opaca e falta de validação.
  • Exigem reinício completo com transparência nos critérios, apoiados por 150+ assinaturas e 166 pedidos de revisão.
  • Governo avalia casos individualmente; sindicatos ameaçam ações judiciais se o recurso falhar.

Os sindicatos do setor público SIPAAG e SEP apresentaram um recurso administrativo contra o Reglament de Classificació i Revisió dels Llocs de Treball do governo para a administração geral, entregando-o esta segunda-feira no serviço de Tràmits do Govern d'Andorra às 11h. Os líderes sindicais Salustià Chato, da SIPAAG, e Sergi Esteves, da SEP, descreveram o reglament, aprovado em março, como uma correção superficial que não aborda as falhas identificadas pelos tribunais, arriscando arbitrariedade, opacidade e violações de direitos dos trabalhadores públicos.

O desafio surge de um processo de reclassificação de postos de trabalho que decorreu entre 2023 e 2024, com algumas fontes a referirem prolongamentos até 2025. Os tribunais de Batllia declararam-no inválido em três casos, citando o desrespeito do governo pelo Comitè Tècnic d'Organització i Gestió (CTOG), o uso de uma metodologia PwC não regulada — possivelmente o modelo STRATA — sem divulgação de detalhes, e a validação inadequada dos resultados. O governo não recorreu dessas sentenças, mas limitou os remédios aos três litigantes a 11 de março, uma medida que os sindicatos consideraram injusta.

A SIPAAG e a SEP, como membros da comissão de pessoal da Llei de Funció Pública, exigem a reiniciação completa do processo com total transparência sobre os critérios de classificação. Pretendem detalhes públicos sobre o peso de sete ou oito fatores legais e subfatores ligados às grelhas salariais, incluindo como os postos são pontuados e por que funções semelhantes recebem níveis diferentes. Os sindicatos criticam a falta de audições prévias, o direito de revisão direta para os trabalhadores e medidas objetivas para conceitos como "complexidade", que dizem permitir decisões discricionárias e dificultar a supervisão sindical ou judicial.

Apoiada por mais de 150 assinaturas de funcionários públicos, a ação segue o aumento de pedidos de revisão: relatórios iniciais referiam 60 trabalhadores a usar apoio jurídico sindical, enquanto a SIPAAG reportou 166 pedidos ou planeados até finais de março através de um modelo standardizado. O descontentamento surgiu entre setembro e dezembro, mas os sindicatos esperaram pela aprovação do reglament, que ignorou as suas propostas de emendas, contributos de várias reuniões e até quatro relatórios sobre bases salariais.

Os sindicatos pedem a anulação total do reglament, ou pelo menos dos seus artigos mais problemáticos, mais a suspensão até a criação de um novo quadro objetivo. Enfatizam que o problema reside na equidade processual, não em aumentos salariais, equiparando-o a conhecer as "regras do jogo" antecipadamente. Chato destacou as falhas de transparência e lacunas na defesa dos trabalhadores; Esteves referiu défices persistentes apesar de avisos repetidos à administração.

O ministro da Função Pública, Marc Rossell, afirmou que o governo está a avaliar os pedidos de revisão individualmente, tanto técnica como legalmente. A maioria provém do processo de 2023, embora alguns sejam novos de trabalhadores que não candidataram inicialmente. Não foi delineada nenhuma correção mais ampla. Se o recurso falhar, os sindicatos avisaram que recorrerão aos tribunais de Batllia.

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