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Política·

Andorra aprova compra de terreno de 275 mil euros para expansão prisional de saúde mental

Autoridades andorranas adquiriram terreno adjacente à prisão de Comella para novo módulo de saúde mental, resolvendo uso inadequado do espaço de menores e melhorando reabilitação dos reclusos.

Pontos-chave

  • Conselho de Ministros aprovou compra de 1782,97 m² na parcela Serrat Blanc junto ao Centre Penitenciari de la Comella.
  • Custo: 260 mil euros pelo terreno mais impostos; projeto-lei segue para Consell General.
  • Expansão visa unidade dedicada de saúde mental face ao aumento de casos entre presos.
  • Melhora cuidados multidisciplinares e espaços para reabilitação, sem sobrelotação atual.

O Governo andorrano aprovou a compra de um terreno adjacente ao Centre Penitenciari de la Comella por 275 mil euros, para permitir futuras expansões, incluindo uma unidade dedicada de saúde mental.

O Conselho de Ministros aprovou na quarta-feira o projeto-lei de crédito extraordinário, proposto pela ministra da Justiça e Interior, Ester Molné. O terreno, conhecido como parcela Serrat Blanc, tem 1782,97 metros quadrados e confina com o muro perimetral da prisão. Do custo total, 260 mil euros destinam-se ao terreno propriamente dito, cabendo o resto a impostos e despesas de formalização. O projeto-lei segue agora para aprovação no Consell General.

Responsáveis governamentais descreveram a medida como parte de um plano de ação mais amplo para manter condições dignas e funcionais para reclusos e funcionários. Visa responder ao aumento constante de presos com problemas de saúde mental, que atualmente obriga ao uso de parte da unidade de menores para os seus cuidados — uma configuração considerada inadequada.

A expansão criará espaço para um módulo especializado de saúde mental, apoiando melhor o trabalho multidisciplinar entre equipas de enfermagem, psicologia e psiquiatria, bem como regimes de prisão adaptados. Fornecerá também áreas adicionais para atividades gerais dos reclusos, melhorando os esforços de reinserção, uma vez que as instalações atuais são insuficientes face à procura.

Molné disse à comissão de Justiça, Interior e Assuntos Institucionais do Consell General, no início de abril, que a iniciativa avança sem pressões imediatas ou sobrelotação, permitindo uma planificação proativa.

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