Andorra Endavant propõe emendas para reforçar proteções digitais infantis
O partido da oposição quer reforçar salvaguardas contra ameaças online como ciberbullying e pornografia, criticando termos vagos e poderes excessivos do Estado. As emendas priorizam o papel dos pais e reduzem a sobreposição administrativa.
Pontos-chave
- Remove o papel coordenador da Andorra Digital, transferindo deveres para ministérios para cortar burocracia.
- Expande proibições de telemóveis nas escolas a pátios, refeitórios e atividades extracurriculares com armazenamento seguro.
- Rejeita proibições de redes sociais para menores de 16, favorecendo campanhas familiares, controlos parentais e recomendações.
- Limita intervenções dos serviços sociais a casos graves, opõe-se à vaga 'supervisão ativa' para pais.
Andorra Endavant apresentou emendas ao projeto de lei do governo que modifica a Lei Qualificada dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o objetivo de reforçar as proteções aos menores contra riscos digitais, ao mesmo tempo que reduz encargos administrativos e intrusões nas famílias.
A Conselheira Geral Noemí Amador apresentou o pacote de propostas, que aborda preocupações com dependências digitais, ciberbullying, exposição precoce à pornografia e outras ameaças online. O partido apoia o intento do projeto, mas critica-o por conceder à administração poderes excessivamente amplos e por usar definições vagas que podem levar a insegurança jurídica e intervenções desproporcionadas.
As principais propostas incluem a eliminação do papel coordenador central da Andorra Digital nas políticas de proteção digital infantil. A Andorra Endavant argumenta que estas funções podem ser geridas diretamente pelos ministérios relevantes, evitando novas estruturas administrativas permanentes.
As emendas expandiriam as proibições de telemóveis nas escolas para além do horário de aulas, incluindo pátios de recreio, áreas de refeições e atividades extracurriculares supervisionadas. Os dispositivos teriam de ser guardados de forma segura nas instalações escolares durante todo o dia letivo.
No que toca às redes sociais, o partido opõe-se a proibições gerais impostas pelo governo para menores de 16 anos. Em alternativa, defende campanhas claras de informação para as famílias, recomendações públicas e o uso voluntário de controlos parentais e filtros digitais, permitindo que os pais estabeleçam limites adequados.
O grupo procura também restringir as intervenções dos serviços sociais ligadas a hábitos digitais a casos graves, repetidos e verificáveis, mantendo os princípios de proporcionalidade e interferência mínima. Rejeita a exigência de «supervisão ativa» dos pais prevista no projeto por ser excessivamente ambígua, alertando que poderia transformar as famílias em objeto de vigilância constante ou sanções potenciais.
Amador sublinhou que a salvaguarda dos menores não deve justificar burocracia adicional ou minar o papel educativo dos pais. As propostas alinham-se parcialmente com comentários recentes do diretor da Andorra Digital, David Vicente, que defendeu a sensibilização, orientação e proximidade em vez de proibições totais.
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