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Política·

Grupo EFTA da UE falha unanimidade sobre natureza jurídica do acordo de associação de Andorra

Reservas de três países da UE, incluindo Alemanha e Bulgária, travaram avanço do dossier para o Coreper, desbaratando planos de aprovação na primavera e assinatura no verão.

Pontos-chave

  • Grupo de trabalho da EFTA no Conselho da UE parou progresso na terça-feira por falta de consenso.
  • Alemanha e Bulgária mantêm reservas; Espanha não se opõe mais à classificação como acordo misto.
  • Sem nova data de reunião, o que perturba cronograma para assinatura em julho-setembro e referendo.
  • Autoridades andorranas minimizam atraso, com negociações concluídas e só polimentos pendentes.

O grupo de trabalho da EFTA no Conselho da UE não conseguiu unanimidade na terça-feira quanto à natureza jurídica do acordo de associação de Andorra com a União Europeia, travando o progresso e perturbando o calendário previsto.

A falta de consenso entre os Estados-Membros da UE impediu que o dossier avançasse para o comité Coreper de representantes permanentes, um passo necessário antes da revisão pelo Conselho da UE. Não foi marcada nova data de reunião com o acordo na ordem de trabalhos, deixando o processo incerto. Fontes governamentais indicam que três países, incluindo a Alemanha e a Bulgária, mantêm reservas para estudo adicional, embora Espanha já não se oponha à classificação do acordo como misto — uma disposição que exigiria ratificação pelos parlamentos dos 27 Estados-Membros.

Este desenvolvimento surge após recente otimismo. O chefe do Governo, Xavier Espot, havia sugerido uma decisão definitiva do Conselho sobre o conteúdo e a natureza jurídica esta primavera, abrindo caminho para assinaturas por Andorra, San Marino e a Comissão Europeia logo em julho ou, no máximo, setembro. Só após ratificação pelo Parlamento Europeu é que Andorra poderia convocar um referendo politicamente vinculativo. O ministro porta-voz Guillem Casal reconheceu na quarta-feira possíveis «incidências» no calendário, notando que o grupo EFTA ainda não acordou por unanimidade. Enfatizou que Andorra e San Marino não controlam o processo, pois o timing depende dos Estados da UE, e minimizou as questões bancárias da Bulgária, insistindo que não representam preocupação nem alteração ao conteúdo.

Casal confirmou que as negociações concluíram, restando apenas polimentos menores, mas o texto ainda deve passar pela EFTA, Coreper e Conselho antes de qualquer assinatura — que estabilizaria mas não ativaria o acordo. A presidência cipriota do Conselho da UE, que termina a 30 de junho, mostrara forte interesse em avançar o dossier.

Espot tem repetidamente alertado contra datas precisas, citando variáveis incontroláveis que podem alterar os prazos. Este contratempo anula planos anteriores, como uma possível votação no Coreper esta semana e aprovação no Conselho a 11 de maio, que poderiam ter permitido a assinatura em seis a oito semanas. As autoridades aguardam agora remarcação das discussões da EFTA.

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