Visita de Macron a Andorra reforça laços entre Co-Príncipes, diz Ibáñez
Eduard Ibáñez elogiou a visita do Presidente francês como evento pivotal que promove maior coordenação entre os Co-Príncipes de Andorra. Destacou os papéis complementares na moderação sem decisões políticas e a mensagem de paz a diplomatas de 15 nações.
Pontos-chave
- Eduard Ibáñez destaca 'convergência progressiva' e relações fluidas entre Co-Príncipes Josep-Lluís Serrano e Emmanuel Macron.
- Receção conjunta de 15 embaixadores na Ràdio Andorra simboliza equilíbrio que garante independência de Andorra há séculos.
- Co-Príncipes apelam à paz global, diplomacia e desarmamento, baseados nos 700 anos sem guerra de Andorra.
- Governo defende uso do francês por Macron e celebra sucesso da visita com agendas alinhadas.
Eduard Ibáñez, representante pessoal do Co-Príncipe Episcopal Josep-Lluís Serrano, descreveu a recente visita do Presidente francês Emmanuel Macron a Andorra como um momento chave que reforçou os laços entre os dois Co-Príncipes. Falando à Ràdio Estel, Ibáñez referiu uma "convergência progressiva" e uma relação mais fluida entre os Co-Príncipes e os seus representantes nos últimos anos. Destacou a receção conjunta de embaixadores estrangeiros acreditados em Andorra, realizada nas instalações da Ràdio Andorra, como particularmente simbólica. Normalmente realizada em separado — o Co-Príncipe Episcopal em La Seu d'Urgell e o Co-Príncipe francês em Paris —, este evento sublinhou o equilíbrio entre os dois chefes de Estado, que Ibáñez disse ter garantido a existência, a continuidade e a independência de Andorra ao longo de séculos.
Ibáñez elogiou os Co-Príncipes por prestarem um serviço vital aos andorranos ao abordarem questões chave sem tomarem decisões políticas, uma vez que a soberania reside no povo através das instituições democráticas. O seu papel, disse ele, consiste em acompanhar a nação, moderar e arbitrar. Enfatizou a natureza complementar das figuras: Macron como presidente de uma potência global com peso político, e Serrano como bispo católico que reflete a identidade histórica cristã de Andorra e a sua dimensão espiritual.
Durante a cerimónia com os embaixadores, que representavam 15 países incluindo Benjamin Leon Jr. dos Estados Unidos, os Co-Príncipes apelaram à paz global em meio a conflitos em curso. Exortaram à diplomacia baseada no diálogo, na escuta mútua, na confiança, no desarmamento, na mediação e no respeito pelo direito internacional — uma mensagem bem recebida pelos presentes. Ibáñez apontou os sete séculos de Andorra sem guerra, exército ou política de armas, enraizados no seu acordo fundador de paz, como conferindo ao país uma autoridade única nestas matérias.
Fernando Galindo, da representação do Co-Príncipe francês em Andorra, descreveu as interações entre os Co-Príncipes como "muito cordiais e especiais", forjando um vínculo pessoal evidente em eventos partilhados como a sessão solene na Casa de la Vall, os encontros na Plaça del Consell General, a receção pública e a entrega da Creu dels Set Braços no santuário de Meritxell.
O porta-voz do Governo, Guillem Casal, defendeu o uso do francês por Macron ao longo da visita, notando que a sociedade multilingue de Andorra não constituiu barreira para o contacto com as realidades locais. Reconheceu preocupações levantadas nas redes sociais, mas sublinhou que as origens nacionais do presidente francês tornavam improvável o catalão, enquadrando a viagem como uma montra do multilinguismo andorrano ao lado dos laços bilaterais. Casal saudou o sucesso da visita, especialmente pela alinhamento das agendas dos Co-Príncipes, e comprometeu-se a evitar um intervalo de sete anos até à chegada do próximo presidente francês.
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