Ministra de Andorra: Prostituição por confirmar em apartamento turístico suspeito
Ester Molné afirma que as autoridades investigam queixas de atividade suspeita num apartamento na capital, mas ainda não confirmaram prostituição. Enfatiza monitorização para prevenir crimes associados, apesar de leis restritivas locais.
Pontos-chave
- Ester Molné esclarece ausência de provas de prostituição na Avinguda Doctor Mitjavila apesar de queixas.
- Polícia investiga após relatos de vizinhos e rendas por pagar; sem crimes identificados até agora.
- Três inquéritos este ano, incluindo dois casos anteriores com outras infrações; atividade considerada isolada.
- Aberta a bloquear sites de anúncios, mas prioriza aplicação da lei sobre imagem do país.
A ministra da Justiça e Interior de Andorra, Ester Molné, esclareceu que a prostituição permanece por confirmar num apartamento turístico na Avinguda Doctor Mitjavila, na capital, apesar de queixas de vizinhos sobre atividade invulgar e de um relatório do proprietário do imóvel sobre rendas por pagar.
Falando aos jornalistas, Molné disse que os investigadores estão a examinar o caso, mas ainda não confirmaram que ocorreu prostituição. «Estamos a investigar porque não sabemos ao certo se se trata de prostituição», explicou. As autoridades policiais realizaram averiguações após relatos de movimento no imóvel, mas até agora não identificaram crimes associados.
A ministra enfatizou que as autoridades estão a monitorizar de perto para prevenir ligações a crimes como auxílio à prostituição ou proxenetismo. Descreveu estes incidentes como «isolados» e não generalizados, referindo três investigações este ano: a atual, sem crimes relacionados confirmados, e dois casos anteriores em fevereiro e março que envolveram outras infrações.
A legislação de Andorra é já «muito restritiva» quanto a esta atividade, afirmou Molné. Impõe coimas administrativas a quem solicita serviços e penas criminais por proxenetismo ou facilitação, mas não sanciona quem os presta, considerados em posição vulnerável. Excluiu alterar esta abordagem ou intensificar as verificações de registo na ROAT, afirmando que as inspeções periódicas são suficientes.
Molné manifestou abertura para explorar bloqueios a sites que anunciam estes serviços, possivelmente com o apoio da Andorra Telecom, embora notasse que não tinha sido considerado antes devido ao baixo número de casos. A sua prioridade, disse, é fazer cumprir a lei em vez de preocupar-se com a imagem do país, acrescentando que os níveis de atividade continuam muito inferiores aos dos países vizinhos. «Não queremos que estas situações se enraízem», reiterou.
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