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Política·

Avancem desafia conselho de Encamp sobre condições do pessoal

Grupo de oposição Avancem pressiona conselho de Encamp por calendários concretos na melhoria de salários, horários e teletrabalho para combater demissões que perturbam serviços públicos. Rejeitam referências ao setor privado e defendem padrões públicos.

Pontos-chave

  • Avancem questiona calendário para revisões salariais, redução de horas, conciliação e teletrabalho.
  • Demissões e faltas constantes perturbam serviços face ao crescimento, confirmado em reuniões.
  • Segunda interpelação após rejeição em dezembro; contestam comparações com setor privado.
  • Citamos modelos nórdicos e exigem reformas para serviços públicos de qualidade.

O grupo de oposição Avancem vai desafiar o conselho comunal de Encamp sobre as condições de trabalho do pessoal na sessão de quinta-feira, designadamente na reunião de 18 de junho. Submeteram uma pergunta na secção de pedidos e interpelações da ordem de trabalhos, solicitando um calendário para a implementação de revisões da grelha salarial, redução e flexibilização de horários de trabalho, medidas de conciliação e opções de teletrabalho.

O Avancem destaca as dificuldades contínuas na retenção e recrutamento de pessoal, que têm levado a demissões constantes, faltas e problemas no preenchimento de vagas — questões confirmadas em comités de recursos humanos e reuniões departamentais. A vereadora social-democrata Marta Pujol enfatizou um "gotejar constante de demissões e faltas" que tem perturbado o funcionamento normal dos serviços face ao crescimento demográfico e ao aumento da atividade económica.

Trata-se da segunda vez que o Avancem levanta a questão, depois de o ter feito na sessão de 18 de dezembro do ano passado. Na ocasião, a maioria governante rejeitou comparações com outras administrações, citando realidades diferentes. Os trabalhadores tinham também enviado uma carta aos cônsules a pedir melhorias, recebendo uma resposta que afirmava que o pessoal comunal já desfruta de melhores condições do que no setor privado. O Avancem contesta isto, argumentando que a administração pública deve comparar-se com outros organismos públicos — e não com empresas privadas orientadas para o lucro — e aponta exemplos nórdicos onde horários mais curtos coexistem com alta produtividade e melhores salários.

O grupo nota o anúncio anterior do cônsul júnior de um novo regulamento de horários de trabalho que incorpora medidas de conciliação. Embora protocolos antiassédio tenham sido aprovados na mais recente reunião do conselho, o Avancem insiste que não se materializaram melhorias reais e efetivas neste mandato. Exigem clareza sobre quando entrarão em vigor as reformas nas grelhas salariais, horários e teletrabalho, para garantir serviços públicos de qualidade.

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