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Política·

Universidade de Andorra apresenta livro sobre ascensão da extrema-direita em pequenos Estados «meio vacinados»

O evento na Universidade de Andorra la Vella gerou debate sobre as implicações da política de extrema-direita em ascensão, num contexto de preocupações democráticas.

Pontos-chave

  • Universidade de Andorra acolheu lançamento de *Extrema dreta. Què ens hi juguem?* de Jordi Corominas e Joan Albert Vicens.
  • Corominas descreveu Andorra como «meio vacinada» contra tendências de extrema-direita devido à história e interdependência.
  • Debates abordaram combate a movimentos radicais de direita, populismo e riscos democráticos em pequenos Estados.
  • Evento contou com reitor Juli Minoves e professora Alexandra Monné, apesar de ameaças online.

A Universidade de Andorra acolheu a apresentação do livro *Extrema dreta. Què ens hi juguem?* (*Extrema Direita. O Que Está em Jogo?*), da autoria de Jordi Corominas e Joan Albert Vicens, na quinta-feira, na biblioteca da universidade em Escaldes-Engordany.

O evento incluiu debates sobre a compreensão e o combate ao avanço dos movimentos de extrema-direita radical, com foco nas suas implicações democráticas. O coautor Jordi Corominas argumentou que Andorra e outros pequenos Estados estão «meio vacinados» contra estas tendências, distinguindo entre partidos e os seus eleitores. Notou que, embora as especificidades do país — como a sua história de pactos e a interdependência com os vizinhos — ofereçam alguma proteção, Andorra não é imune, partilhando preocupações como o descontentamento com os sistemas, debates sobre soberania, medos de migração ligados à segurança e defesas das liberdades individuais face aos ganhos em direitos sociais.

Corominas destacou como os grupos de extrema-direita radical exploram «baixas paixões» e já dominam as redes sociais, relatando insultos e ameaças recebidos online para promover o evento, muitas vezes de perfis anónimos apoiados por centenas de gostos. O reitor da universidade, Juli Minoves, enfatizou as características únicas de Andorra como salvaguarda parcial, enquanto a professora de educação Alexandra Monné também participou.

Os autores analisam as propostas da extrema-direita radical, as suas ações no poder e formas de debater democraticamente com elas. Corominas sublinhou que o populismo é necessário mas não suficiente para caracterizar a extrema-direita radical; o verdadeiro radicalismo procura minar a democracia em si. Apelou ao despertar das consciências entre os indiferentes e apolíticos — mais perigosos do que os 20% de fanáticos — em vez de deixar que ansiedades regionais partilhadas se agravem.

Não foram reportadas cifras de assistência nem outros resultados.

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