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Política·

Partido Virtus de Andorra concorrerá sozinho às eleições da primavera sem alianças

Líderes citam identidade distinta dos Demòcrates e apoio amplo nas paróquias, impulsionando a viragem para um partido formal focado em governação liderada por cidadãos e planeamento a longo prazo contra o crescimento desordenado que tensiona serviços.

Pontos-chave

  • Virtus, ex-grupo de opinião com uma década, concorrerá independentemente às listas nacionais e das sete paróquias.
  • Sondagens internas: 64% dos eleitores sentem-se não representados pelos partidos existentes.
  • Prioridades: crescimento demográfico, habitação, sustentabilidade até 2050, segurança e melhor coordenação governo-paróquias.
  • Planeia lançar secção de jovens e congresso fundador até outubro.

**O partido Virtus, recém-formado em Andorra, concorrerá às próximas eleições gerais de forma independente, sem alianças.**

Os líderes do Virtus anunciaram na segunda-feira que o partido pretende candidatar-se sozinho tanto na lista nacional como nas sete listas paroquiais para as próximas eleições gerais, previstas para a próxima primavera. Josep Duró, presidente da comissão executiva provisória, sublinhou a identidade distinta do grupo, afirmando que não se teria formado se estivesse alinhado com os Demòcrates. "Se estivéssemos muito próximos deles, não teríamos criado um partido", disse Duró.

O partido, que evoluiu de um grupo de opinião com uma década de existência, citou sondagens internas que mostram que 64% dos eleitores elegíveis se sentem não representados pelos partidos existentes. A vice-presidente Olga Forné destacou o apoio generalizado em todas as paróquias como o fator que levou à transição para uma entidade política formal. "O apoio chegou a todas as paróquias, e foi daí que surgiu a ideia de nos tornarmos um partido", disse ela.

O Virtus posiciona-se em torno de uma "mudança na governação" para maior participação cidadã. Os líderes planeiam um envolvimento permanente com associações, grupos profissionais e agentes económicos para moldar as políticas. Pretendem lançar uma secção de jovens até ao final do mês para incorporar vozes mais novas e reforçar a democracia.

As prioridades principais incluem enfrentar o crescimento demográfico e a escassez de habitação, vistos como sintomas de uma expansão não planeada que sobrecarrega infraestruturas, mobilidade, saúde e o mercado imobiliário. O tesoureiro Xavier Altimir defendeu um modelo nacional até 2050 que garanta a sustentabilidade. "Não queremos mais improvisação; não podemos governar por omnibus", disse ele, criticando medidas de curto prazo. Destacou também as preocupações públicas com a segurança física e jurídica, alertando que Andorra arrisca descer no ranking global de segurança face à instabilidade regulatória que desencoraja investidores.

Duró enfatizou uma melhor coordenação entre o governo e as paróquias, defendendo uma "perspetiva nacional" e planeamento a longo prazo. "Cada paróquia não pode fazer o que lhe apetece de forma diferente", observou.

O partido, atualmente uma comissão provisória, planeia atualizações mensais para os media e um congresso fundador entre setembro e outubro para finalizar o seu programa.

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