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Política·

Chefe de Governo Xavier Espot apoia câmaras corporais para agentes de trânsito

Governo alterará Lei de Segurança Pública se necessário, segundo Comissão de Videovigilância. Benefícios incluem proteção aos agentes, mas não para controlo de multidões em festivais.

Pontos-chave

  • Chefe de Governo Xavier Espot apoia câmaras para agentes urbanos, mas precisa de mudanças legais.
  • Comissão Nacional de Videovigilância decidirá sobre alteração da lei de segurança pública.
  • Teste-piloto em Canillo e incidentes em Escaldes relançaram debate sobre câmaras.
  • Câmaras visam segurança e provas, mas não resolvem questões de ordem pública.

Governo Andorrano Aberto a Alterar a Lei de Segurança Pública para Câmaras Corporais nos Agentes de Trânsito

O Chefe de Governo Xavier Espot sinaliza disponibilidade para reformar a legislação se as regras atuais impedirem os agentes urbanos de usarem os dispositivos durante operações.

O governo andorrano está preparado para promover alterações à lei de segurança pública para permitir que os agentes de trânsito, conhecidos como urbans, usem câmaras corporais. O Chefe de Governo Xavier Espot foi claro ao afirmar que o executivo apoia os dispositivos, mas exige uma base legal sólida para a sua implementação.

A questão depende agora da Comissão Nacional de Videovigilância, que inclui representantes das comunas, das autoridades judiciais e do Ministério Público. Espot sublinhou que o governo não pode ditar as conclusões da comissão, mas atuará em conformidade com elas. "Se determinarem que a lei de segurança pública não abrange as câmaras corporais, teremos de alterar a lei", disse ele.

Esta discussão ganhou nova atenção após um teste-piloto em Canillo e distúrbios na primeira noite do festival de verão de Escaldes. Espot referiu o apoio pessoal à medida, partilhado pela Ministra do Interior Gemma Casal, embora tenha enfatizado que isso não significa conformidade automática com as regulações existentes.

Os defensores argumentam que as câmaras melhorariam a segurança dos agentes, proporcionariam proteção legal contra queixas ou represálias e ajudariam a verificar factos em situações tensas. Qualquer reforma teria de abordar condições de uso, tratamento de imagens e salvaguardas de proteção de dados, embora não tenha sido delineado um calendário ou âmbito.

Espot alertou, no entanto, que as câmaras corporais não resolveriam problemas de ordem pública como os de Escaldes. Os agentes de trânsito não têm competências para prevenção ou repressão de crimes, funções reservadas à polícia.

A Primeira Cónsul de Escaldes, Rosa Gili, ecoou esta posição, apontando que a gestão de multidões disruptivas cabe mais aos recursos do Ministério do Interior e da polícia do que às comunas. Ela destacou a colaboração em curso entre entidades de segurança e a União Pro-Turismo, apelando a que se evite controvérsia desnecessária.

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