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Política·

Andorra Endavant promete travar Acordo de Associação à UE se for eleita

O partido liderado por Carine Montaner considera que os contras do acordo, sobretudo nos controlos de imigração, superam os benefícios. Tem questionado o governo e informado os cidadãos com estudos e eventos.

Pontos-chave

  • Andorra Endavant apoia referendo governamental para cumprir compromissos mas rejeita Acordo de Associação à UE.
  • Argumenta que o pacto prejudica a política de imigração seletiva de Andorra com quotas e regras mais rígidas.
  • Realizou escrutínio via perguntas parlamentares, estudo GIDE e ferramenta de IA pública.
  • Comunicado surge após apresentação de regras do referendo por líderes governamentais.

Andorra Endavant, o partido da oposição liderado por Carine Montaner, reiterou que travaria o processo de Acordo de Associação à UE caso chegasse ao poder, insistindo num referendo convocado pelo governo para cumprir compromissos anteriores.

Num comunicado emitido no dia seguinte à apresentação, pelo governo e figuras políticas chave, das regras para a consulta iminente, o partido separou o apoio à consulta da rejeição fundamental ao acordo. Descreveu a exigência do referendo como uma pressão para o executivo honrar a promessa aos cidadãos, e não como um apoio ao acordo em si.

Esta posição alinha-se com o programa eleitoral do partido em 2023. A Andorra Endavant argumentou ao longo do mandato legislativo que os contras do pacto, em particular para a política de imigração seletiva do principado, superam quaisquer ganhos. Defende que o acordo imporia quotas à imigração ativa e passiva, alteraria os critérios de entrada e mudaria as verificações de antecedentes criminais, limitando assim a capacidade de Andorra adaptar as políticas ao seu tamanho, necessidades e capacidade.

O partido levou a cabo escrutínio através de perguntas parlamentares sobre o conteúdo do acordo, avaliações de impacto, calendário do referendo, despesas de comunicação e qualquer implementação provisória. Esforços de participação pública incluíram um estudo independente da consultora GIDE, apresentado numa conferência em Andorra la Vella em março de 2024, materiais explicativos sobre prós e contras, e uma ferramenta de IA que permite aos cidadãos examinar o texto.

O comunicado seguiu uma apresentação na quinta-feira das regras do referendo pelo Chefe do Governo Xavier Espot, o líder do grupo parlamentar dos Democratas Jordi Jordana e o antigo chefe do governo Jaume Bartumeu. Embora o momento da votação permaneça por decidir — possivelmente após as eleições —, os partidos envolvidos sublinharam a dificuldade política de recuar no compromisso.

A Andorra Endavant enfatizou que avançar com o referendo não implica uma mudança na sua oposição. A notícia foi coberta pelo El Periòdic d'Andorra, Diari d'Andorra e Altaveu a 31 de julho de 2026.

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