Andorra: Espot pede encerramentos mais cedo nas festas após confusão em Santa Anna
Após distúrbios nas primeiras horas de quinta para sexta, o líder de Andorra propõe rever horários das grandes festas para terminarem antes e limitar álcool à noite, com coordenação equilibrada sem excessos policiais.
Pontos-chave
- Xavier Espot questiona fins às 5h nas festas de Santa Anna em Escaldes-Engordany.
- Sugere encerrar paróquias 1-2 horas antes ou parar álcool às 4h para reduzir riscos.
- Apela à coordenação entre paróquias, governo e organizadores contra policiamento excessivo.
- Apoia câmaras corporais para agentes de trânsito, mas nota obstáculos legais.
O chefe do governo de Andorra, Xavier Espot, pediu uma revisão conjunta dos horários das grandes festas em resposta a distúrbios durante as celebrações de Santa Anna em Escaldes-Engordany.
Falando no meio das festas, Espot questionou se os eventos de quarta-feira a sábado precisam prolongar-se até às 5h todas as noites, dado que o festival principal ocorre no sábado e domingo. Sugeriu que as paróquias fechem uma ou duas horas mais cedo ou, se mantiverem o fim às 5h, parem o serviço de álcool a partir das 4h para reduzir riscos.
Os comentários seguiram-se a distúrbios nas primeiras horas de quinta para sexta-feira. Espot sublinhou a necessidade de coordenação entre as paróquias (comuns), o governo e os organizadores para garantir eventos fluidos. "Todos podemos fazer mais, mas não podemos tornar-nos num Estado policial para prevenir uma série de eventos simultâneos que se prolongam até altas horas da noite", disse.
Embora reconheça a necessidade de maior presença policial, Espot alertou contra o excesso de policiamento. "Não podemos colocar um polícia atrás de cada jovem, senão destruímos completamente as festas", acrescentou. Descreveu estes incidentes como antigos mas isolados, pedindo nem exagero nem minimização. "São dias de diversão e celebração, mas tudo tem limites."
Espot apoia também, a título pessoal e ao lado da ministra da Justiça e Interior, equipar os agentes de trânsito com câmaras corporais como medida dissuasora. No entanto, notou que as atuais leis de segurança pública não o permitem automaticamente, exigindo trabalho da comissão de videovigilância e possivelmente alterações legislativas.
O cònsol major de Escaldes-Engordany, Rosa Gili, ecoou o apelo ao diálogo institucional para abordar as preocupações, elogiando a coordenação com a polícia enquanto nota o seu papel em tarefas como controlo de multidões. As autoridades não delinearam planos ou prazos específicos de implementação.
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