Social Democratas de Andorra Propõem Despenalizar Aborto até 14 Semanas
A emenda permite interrupção voluntária da gravidez até 14 semanas e estende para 22 semanas em casos de risco para a mãe, crimes sexuais ou anomalias fetais graves, garantindo segurança jurídica às mulheres.
Pontos-chave
- Grupo Social Democrata apresenta emenda de reserva à reforma do Código Penal.
- Permite aborto consensual até 14 semanas; até 22 semanas por riscos de saúde, violação ou anomalias fetais.
- Alinha com padrões europeus de direitos humanos e acaba com penas para mulheres.
- Aborto totalmente criminalizado em Andorra, sem exceções.
O grupo parlamentar dos Social Democratas apresentou uma emenda de reserva ao projeto de lei qualificado que reforma o Código Penal de Andorra, com o objetivo de despenalizar o aborto consensual durante as primeiras 14 semanas de gravidez.
A proposta tornaria o aborto um crime apenas quando realizado fora das condições legais ou dos limites temporais. Permitiria a interrupção voluntária da gravidez até às 22 semanas em circunstâncias específicas: riscos para a vida ou saúde da grávida; casos resultantes de crimes contra a liberdade sexual; ou anomalias ou malformações fetais graves confirmadas por relatório especializado.
A emenda procura alinhar a lei andorrana com as realidades sociais e os padrões europeus em matéria de direitos humanos, saúde sexual e reprodutiva. Os Social Democratas argumentam que as mulheres não devem mais enfrentar penas criminais por decisões sobre os seus próprios corpos e que o papel do Estado deve centrar-se nos cuidados de saúde, apoio legal e acompanhamento, em vez de punição.
A consellera geral Susanna Vela afirmou que a medida visa garantir a dignidade, a liberdade e a segurança jurídica das mulheres. Acrescentou que Andorra não pode manter regras que criminalizem escolhas pessoais e obriguem as mulheres a sair do país para aceder a um direito disponível na maioria da Europa.
O grupo planeia defender a emenda na próxima sessão do Consell General. Atualmente, o aborto permanece totalmente criminalizado em Andorra, sem exceções especificadas nas fontes.
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