Nove Estados Pequenos Europeus Formalizam Aliança em Conferência na Andorra
Líderes de nove estados pequenos europeus assinaram um memorando na conferência da Andorra, transformando encontros parlamentares informais num organismo oficial anual. Reforça a influência coletiva em organizações como a OSCE e o Conselho da Europa, apesar de ligações variadas à UE.
Pontos-chave
- Nove países — Andorra, Chipre, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Montenegro e San Marino — assinaram MoU para oficializar a conferência com reuniões anuais.
- Transição de encontros informais desde 2006 para entidade com representação internacional, antes de reuniões da OSCE na Andorra.
- Ensenyat destaca voz unificada para estados pequenos em fóruns globais apesar de relações diversas com a UE.
- Discutida diplomacia parlamentar, equilíbrio de poderes e partilha de experiências sem copiar modelos.
Estados pequenos da Europa formalizaram a sua aliança com um memorando de entendimento assinado na 19.ª Conferência de Presidentes dos Parlamentos dos Estados Pequenos da Europa, em Andorra, estabelecendo o encontro como um organismo oficial com reuniões anuais.
Os nove países participantes — Andorra, Chipre, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Montenegro e San Marino — realizavam até agora encontros informais desde a primeira conferência em Mónaco, em 2006. O Síndic General de Andorra, Carles Ensenyat, descreveu a mudança como dar à conferência «uma cara e olhos», juntamente com representação oficial em delegações internacionais. Destacou o seu papel nos próximos encontros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) este outono em Andorra e nos esforços para adesão ao Conselho da Europa.
Ensenyat sublinhou o valor de uma voz unificada para os estados pequenos nos fóruns globais. «Podemos dar passos para que a voz dos estados pequenos seja coerente perante as instituições internacionais», disse, realçando a igualdade de um voto apesar das diferenças de tamanho. O acordo garante rotações anuais, com o Mónaco a seguir-se e a Islândia depois.
As relações divergentes com a UE entre os membros oferecem lições: Luxemburgo, Chipre e Malta são membros plenos; Islândia e Liechtenstein pertencem ao Espaço Económico Europeu; Montenegro procura adesão; Mónaco suspendeu os laços; enquanto San Marino e Andorra prosseguem acordos de associação. Ensenyat chamou a esta diversidade «um universo muito rico do qual todos podemos beneficiar mutuamente» partilhando experiências.
Durante o evento, os líderes parlamentares visitaram o Consell General e a Casa de la Vall antes de duas sessões sobre diplomacia parlamentar e equilíbrio de poderes legislativo-executivo. Ensenyat notou o bom funcionamento em ambas as áreas nos vários países, mas enfatizou a troca de desafios e práticas. «Cada um respeita o seu papel próprio», disse, defendendo o aprendizado mútuo de problemas e soluções.
Os participantes identificaram vulnerabilidades partilhadas e preferências de negociação para conflitos, juntamente com oportunidades como avaliações pós-legislativa. Ensenyat alertou contra a adoção total de modelos alheios, dada a posição única de Andorra, mas viu valor em inspirações direcionadas.
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