PM andorrano Espot desvaloriza protesto contra acordo com UE antes da assinatura
Xavier Espot minimizou a manifestação cidadã contra o acordo de associação com a UE, afirmando que não altera a assinatura na segunda-feira. Defendeu a necessidade de dados formais dos organizadores e o adiamento do referendo para após a ratificação.
Pontos-chave
- Xavier Espot classifica protesto planeado como 'brindis al sol' que não impede assinatura na segunda-feira.
- Não foi recebido pedido formal para a manifestação organizada via Change.org pela Ciutadana Andorrana.
- Espot acusa líderes da oposição Cerni Escalé e Carine Montaner de tentarem desgastar o governo.
- Referendo realizar-se-á após ratificação da UE, para evitar desperdício de recursos com eleições próximas.
O Chefe de Governo andorrano Xavier Espot descreveu uma manifestação planeada contra o acordo de associação com a UE como um "brindis al sol" — um gesto fútil que não impedirá a assinatura na próxima segunda-feira nem antecipará o referendo.
Falando na quinta-feira, Espot abordou a demonstração convocada pela Ciutadana Andorrana através de uma petição no Change.org intitulada "Prou de decidir per nosaltres: volem votar l’acord d’associació". Enfatizou que, embora os cidadãos possam protestar sobre qualquer questão, devem apresentar um pedido formal identificando os organizadores pelo nome, uma vez que esses eventos implicam direitos e responsabilidades legais. Nenhum tal pedido tinha sido recebido até ao momento das suas declarações.
Espot deixou claro que, mesmo que a manifestação ocorra antes da assinatura, nada mudará. "Govern té molt clar quins són els seus compromisos", disse, sublinhando os compromissos firmes do seu executivo. Desvalorizou a pressão de uma plataforma anónima ou de figuras da oposição, acusando especificamente o líder da Concòrdia, Cerni Escalé, de procurar "desgastar el Govern" e referindo Carine Montaner, do Andorra Endavant, como uma crítica de longa data do acordo.
O governo, recordou Espot, obteve uma maioria absoluta há quase quatro anos, após fazer campanha sobre esta questão. Rejeitou os apelos para realizar o referendo antes, alertando que isso desperdiçaria recursos e arriscaria uma polarização apenas para o Parlamento Europeu potencialmente rejeitar o acordo pouco depois. Em vez disso, a votação seguirá a ratificação europeia. Se o calendário ou o tempo impedirem uma campanha adequada — especialmente com eleições iminentes —, o próximo governo poderá ocupar-se disso, acrescentou.
"Hi poden haver tantes manifestacions com vulguin i s’hi poden apuntar tants líders de l’oposició com vulguin, que nosaltres tenim molt clar que dilluns hem d’anar a signar aquest Acord", concluiu Espot.
As autoridades não forneceram mais atualizações sobre a aprovação da manifestação ou a participação esperada.
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