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Politica·

Andorra Aperta Regras de Nacionalidade por Casamento e Prepara Votação Plenária

O Conselho Geral de Andorra está a preparar-se para votar um projeto de lei que altera a lei da nacionalidade, incorporando emendas que apertam os requisitos de residência para a cidadania por

Sintetizado a partir de:
La Veu LliureDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Andorra eleva residência para cidadania por casamento para 5 anos antes ou depois do casamento.
  • Rejeita candidaturas se casamento se dissolver antes da resolução; espera de 20 anos para transmissão de nacionalidade após rutura.
  • Mantém naturalização standard de 20 anos com flexibilidade para residência não contínua.
  • Projeto com 60 emendas aguarda votação plenária após aprovação unânime em comissão.

O Conselho Geral de Andorra está a preparar-se para votar um projeto de lei que altera a lei da nacionalidade, incorporando emendas que apertam os requisitos de residência para a cidadania por casamento, ao mesmo tempo que introduzem flexibilidades direcionadas noutras áreas.

A principal alteração, proposta através de uma emenda do Ciutadans Compromesos (CC) durante a revisão em comissão, eleva o limiar de residência para a naturalização por casamento para cinco anos no Principado — antes ou depois do casamento — em comparação com os atuais três anos. A proposta estipula também que, se o casamento se dissolver antes de a candidatura ser resolvida, o processo será rejeitado. Além disso, se o vínculo conjugal se romper após a concessão da cidadania, o novo cidadão não poderá transmitir a nacionalidade através do seu próprio casamento até completar 20 anos de residência.

Estas medidas assentam no projeto inicial do governo, que já incluía a cláusula de rejeição para dissoluções antes da resolução. O projeto mantém o requisito de 20 anos de residência para a naturalização standard, apesar de emendas do Partit Socialista (PS) e Concòrdia que procuravam reduções para 15 e 10 anos, respetivamente; fontes indicam que estas propostas têm pouca probabilidade de avançar. Uma concessão permite que os 20 anos não sejam contínuos, com ausências temporárias que já não reiniciam o período.

As atualizações adicionais abordam a transmissão e perda de nacionalidade. A cidadania pode agora ser concedida a crianças sem exigir que os pais tenham nascido em Andorra, desde que os menores de origem estrangeira completem 10 anos letivos. A naturalização automática mantém-se para magistrados estrangeiros ao serviço no Principado. A reforma mantém as regras existentes sobre perda de nacionalidade, incluindo pelo uso ativo de outro passaporte — como para votar, candidatar-se a cargos ou trabalhar e estudar no estrangeiro — ou participação política noutro país.

Quase duas décadas após as últimas grandes revisões, as cerca de 60 emendas aprovadas — passadas por unanimidade em comissão — centram-se em refinamentos técnicos. Uma do Concòrdia, apoiada por todos os grupos, permite a não divulgação de dados pessoais no Boletim Oficial do Principado de Andorra (BOPA) em casos justificados, como preocupações de segurança.

O projeto, que evita reformas estruturais profundas, aguarda agora votação plenária.

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