Governo andorrano rejeita alívio urgente nos preços dos combustíveis e propõe custos partilhados com empresas
**Governo andorrano afasta alívio imediato nos preços dos combustíveis e insiste em custos partilhados com os setores se necessário** Os deputados do PS acusaram o Governo andorrano de passividade
Pontos-chave
- Governo andorrano rejeita alívio urgente nos preços dos combustíveis face a subida de 4,1% do IPC devido ao conflito no Irão, propõe custos partilhados com empresas.
- Ministro das Finanças enfatiza monitorização, ajudas direcionadas a vulneráveis, nota salários a superar inflação.
- Oposição exige ação preventiva nos preços e programa nacional de monitorização de idosos.
- Programa 'Radars' arranca para rastrear idosos isolados, expandindo-se às paróquias com apoio de voluntários.
**Governo andorrano afasta alívio imediato nos preços dos combustíveis e insiste em custos partilhados com os setores se necessário**
Os deputados do PS acusaram o Governo andorrano de passividade face à subida dos preços dos combustíveis e bens essenciais, atribuindo-a ao conflito no Irão. numa sessão de controlo parlamentar, o vice-líder do PS Pere Baró alertou que choques externos e políticas internas estão a corroer o poder de compra dos cidadãos, apelando a medidas preventivas para combustíveis, alimentos e básicos para evitar mais degradação.
O ministro das Finanças, Ramon Lladós, contrapôs que não se justificam passos imediatos, apesar do índice de preços ao consumidor (IPC) de março ter subido de 3,1% para 4,1% devido aos custos dos combustíveis. Enfatizou o acompanhamento próximo do mercado e proteções existentes como o transporte público gratuito e tarifas elétricas estáveis — o que noutros países é excecional é aqui padrão, notou. Em dois anos, o IPC subiu 10%, enquanto os salários medianos aumentaram 17% e os salários mínimos 20%. Os preços dos combustíveis mantêm-se abaixo dos picos pós-guerra na Ucrânia, com decisões baseadas em dados.
Qualquer intervenção futura, esclareceu Lladós, não seria universal mas direcionada a famílias e empresas vulneráveis, implementada em conjunto com operadores económicos como distribuidores de combustíveis, transportadores e construtores, que partilhariam custos. «Estamos a acompanhar de perto as tendências do mercado e reforçaremos medidas se necessário», disse.
Baró classificou a abordagem como um erro grave, acusando o Governo de esperar que as condições piorem antes de reagir.
**Oposição pressiona por extensão nacional do programa de monitorização de idosos no debate sobre o modelo de bem-estar**
A vice-líder da Concòrdia, Núria Segués, criticou o sistema de assistência social por depender de ajudas temporárias que prolongam a pobreza crónica, apesar da despesa com proteção social em 2024 ter subido 16,5% para 343 milhões de euros enquanto a taxa de risco de pobreza aumentou de 13% para 16%. Um em cada cinco habitantes enfrenta agora vulnerabilidade, disse, defendendo um modelo que promova a emancipação económica, laboral e pessoal em vez de prolongar benefícios.
A ministra da Saúde, Helena Mas, defendeu um quadro integrado que coordena recursos sociais, de saúde, educativos e comunitários, com deteção precoce pelos serviços primários e equipas especializadas para riscos físicos, mentais e de adições. Parcerias incluem Càritas, Cruz Vermelha, hospital e serviços de emergência. «A emancipação ocorre com a pessoa, não para ela», disse, destacando equipas comunitárias de saúde mental e projetos de autonomia.
A ministra dos Assuntos Sociais, Trini Marín, delineou o programa 'Radars' para rastrear idosos que vivem sós, que arranca este abril em Sant Julià de Lòria e Andorra la Vella, com acordos quase concluídos para Encamp e Canillo e expansão progressiva a todas as paróquias. Dados completos em seis meses. Desenvolvido desde a Covid e formalizado no final de 2025 com a câmara municipal de Barcelona, começa com cinco voluntários formados, apoiado pela linha gratuita da Andorra Telecom, ordem dos médicos e empresas locais. As rácios de pessoal — um trabalhador social por 5000 residentes e um educador social por 8500 — são considerados suficientes, com adições recentes como um novo trabalhador na Fundació Privada Tutelar.
O chefe do Governo, Xavier Espot, rejeitou críticas generalizadas, notando descidas anuais nas ajudas pontuais e a lei dos serviços sociais que enfatiza os benefícios como «trampolim» para a independência, embora casos persistentes ligados à saúde ou adições permaneçam. Segués insistiu que o sistema gere urgências mas falta seguimento para saídas reais da vulnerabilidade, exigindo cobertura nacional dos Radars e ação estrutural mais forte.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- La Veu Lliure•
La despesa en protecció social creix un 16,5% mentre una de cada cinc persones es troba en situació de vulnerabilitat
- Diari d'Andorra•
Marín preveu desplegar el projecte Radars a tot Andorra i tenir les dades actualitzades de solitud en sis mesos
- Altaveu•
Lladós avisa que, si hi ha mesures pel preu dels carburants, hauran de ser "a mitges" amb el sector