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SAAS e UdA de Andorra assinam acordo de 10 anos para partilhar laboratório de biologia molecular da era Covid

O serviço público de saúde e a universidade de Andorra acordaram operar em conjunto um laboratório de biologia molecular construído na pandemia. A instalação apoia diagnósticos, resposta a emergências e investigação avançada em envelhecimento e epidemiologia com custo adicional mínimo.

Pontos-chave

  • SAAS e UdA colaboram em laboratório no Hospital Nostra Senyora de Meritxell, construído na Covid-19 com mais de 300 000 euros em melhorias.
  • IURS da UdA lidera investigação em epidemiologia, envelhecimento, promoção da saúde e elevada esperança de vida em Andorra.
  • SAAS mantém uso para diagnósticos e acesso total em emergências como pandemias.
  • Projetos conjuntos incluem estudo MITO, dieta mediterrânica, cancro e parcerias internacionais.

O Servei Andorrà d’Atenció Sanitària (SAAS) e a Universitat d’Andorra (UdA) assinaram um acordo de colaboração de 10 anos, renovável por períodos de cinco anos, para partilhar um laboratório de biologia molecular no Hospital Nostra Senyora de Meritxell. Construído durante a pandemia de Covid-19 na antiga área de aprovisionamento do hospital, o equipamento — anteriormente ligado ao extinto Laboratori Nacional d’Epidemiologia — será agora liderado pelo Institut Universitari de Recerca en Salut (IURS) da UdA, que absorveu o grupo de investigação em saúde da universidade na segunda-feira.

A diretora do SAAS, Meritxell Cosan, destacou o modelo de acesso partilhado, sublinhando que o SAAS manterá as suas capacidades de diagnóstico e uso total em emergências de saúde. “Se chegar outra pandemia e precisarmos de analisar amostras novamente, será feito sem problemas”, afirmou. O acordo otimiza o equipamento comprado por 300 000 euros durante a crise, mais 200 000 a 250 000 euros em adaptações como pressão de ar, ventilação e melhorias de segurança biológica, praticamente sem custo para a UdA, que cobrirá os consumíveis conforme necessário.

O IURS impulsionará a investigação em epidemiologia, envelhecimento e promoção da saúde. O reitor Juli Minoves salientou estudos sobre a elevada esperança de vida em Andorra, potenciais trabalhos em biologia animal com a Andorra Recerca i Innovació, e ligações existentes com a Universidade de Barcelona e o Hospital Clínic de Barcelona em oncologia. “É muito importante trabalhar em conjunto, porque o hospital também faz investigação e será incorporado no IURS”, disse. Começando com dois membros, o instituto visa expandir-se e abrir o laboratório a entidades públicas e privadas.

O SAAS gere atualmente cerca de 14 projetos, incluindo o estudo MITO sobre os efeitos da microbiota nos efeitos secundários da oncologia, impactos da dieta mediterrânica nas bactérias intestinais, investigação sobre cancro da mama, três iniciativas POCTEFA e um esforço Horizon 2020. A responsável pela investigação, Mireia Royo (também referida como Cristina Royo em algumas reportagens), descreveu a crescente atividade com parceiros internacionais. Cosan disse que o SAAS prosseguirá projetos conjuntos com o IURS e acolherá propostas externas através dos concursos do instituto.

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