Andorra regista recorde de 58 casos de clamídia em 2025 em meio a tendências cambiantes de IST
Andorra registou 58 casos de clamídia em 2025, o valor mais elevado em cinco anos, enquanto as notificações de gonorreia caíram para 14, a sífilis aliviou para oito e os diagnósticos de VIH subiram
Pontos-chave
- Andorra registou 58 casos de clamídia em 2025, o mais elevado em 5 anos, subindo de 48 em 2024.
- Gonorreia caiu para 14 casos, sífilis para 8, mas diagnósticos de VIH subiram para 10.
- Casos de gripe dispararam para 1659 (taxa 1868,8/100 mil); varicela para 44 com surtos escolares.
- Aumento da clamídia concentrado no grupo etário 20-29 anos, maioritariamente mulheres; melhor teste notado.
Andorra registou 58 casos de clamídia em 2025, o valor mais elevado em cinco anos, enquanto as notificações de gonorreia caíram para 14, a sífilis aliviou para oito e os diagnósticos de VIH subiram para 10, de acordo com o relatório de vigilância do ministério da Saúde sobre doenças de notificação obrigatória de 2021 a 2025.
Data do departamento de Prevenção, Promoção e Vigilância da Saúde, recolhidas em seis dos sete laboratórios de microbiologia, mostram a clamídia a subir de 48 casos em 2024 para 58 no ano passado, com uma taxa de incidência de 65,13 por 100 000 residentes. O aumento concentrou-se em pessoas mais jovens, com cerca de 30 casos no grupo etário de 20-29 anos — maioritariamente mulheres — e seis entre raparigas dos 15-19 anos. A gonorreia caiu de 31 casos em 2024 após atingir um pico de 28 em 2023. As notificações de sífilis diminuíram de 11 para oito, enquanto os casos de VIH aumentaram de oito em 2024 para 10. Não foram reportadas novas infeções por sífilis ou VIH em testes rápidos nos centros de cuidados primários, embora dois positivos — um de sífilis e um de VIH — tenham surgido entre 461 testes realizados no ano passado, dos 630 totais desde o lançamento do programa em março de 2025, que também faz rastreio de hepatites B e C.
A Ministra da Saúde Helena Mas disse ao parlamento no final do ano passado que os aumentos de infeções sexualmente transmissíveis refletem mais sexo sem proteção, maior número de parceiros e melhor acesso a testes. O ministério passou para um relatório automatizado e nominal de IST em 2023, melhorando a qualidade dos dados a partir de registos clínicos partilhados.
Outras tendências incluíram dois casos de mpox — ligeiro aumento face a anos anteriores —, quatro infeções por papiloma vírus humano, dois casos de meningite dentro dos valores normais e nove meningites não meningocócicas, subindo de três. Foram notados três casos de cólera e 12 intoxicações alimentares — o dobro do total de 2024, sete ligados ao consumo caseiro de cogumelos ou peixe. Os casos de herpes zoster fixaram-se em 131, após 130 em 2024, devido a mudanças metodológicas.
A gripe atingiu uma taxa de 1868,8 por 100 000 residentes com 1659 casos confirmados, subindo de 608, impulsionada por picos sazonais sobrepostos no final de 2024-25 e início de 2025-26, mais desvios antigénicos virais que aumentaram a suscetibilidade.
A varicela disparou para 44 casos de 29, o máximo em cinco anos com uma incidência de 49,41 por 100 000, incluindo cinco surtos escolares. A doutora Mireia García, da vigilância da saúde, notou que a doença é mais leve em crianças do que em adultos e ligou o aumento parcialmente a melhor reporte e adolescentes não vacinados. O ministério promoveu vacinas de recuperação para os nascidos antes de 2016, quando a varicela entrou no calendário infantil. García disse que o acompanhamento continua em 2026, esperando descidas apesar da cobertura incompleta.
A gripe e a varicela representaram 95% das notificações de doenças frequentes. As autoridades acompanham os desenvolvimentos de 2026.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Un positiu de sífilis i un de VIH en més de sis-cents testos facilitats als CAP
- Bon Dia•
Creix la clamídia però la sífilis i la gonorrea es frenen el 2025
- Altaveu•
Els casos de varicel·la es disparen el 2025 amb cinc brots a centres escolars
- Diari d'Andorra•
La clamídia es dispara i la gonorrea es frena