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CASS aprova contas de 2025: défice geral de 34,7 milhões de euros, excedente de 34,4 milhões na reforma

O conselho de administração da CASS aprovou na segunda-feira as contas financeiras de 2025, revelando um défice de 34,7 milhões de euros na ramo geral e um excedente de 29,4 milhões de euros no ramo

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia+1

Pontos-chave

  • Contas CASS 2025: défice geral de 34,7M€, excedente reforma de 29,4M€.
  • Receitas subiram 7,5-8,1% nos ramos, despesas aumentaram 7,7-10,9%.
  • Afiliados cresceram: assalariados +3,4%, independentes +6,8%; pensionistas reforma +4,7%.
  • Eleições conselho iminentes; impulso para sistema universal de pagamento por terceiros sem progressos.

O conselho de administração da CASS aprovou na segunda-feira as contas financeiras de 2025, revelando um défice de 34,7 milhões de euros na ramo geral e um excedente de 29,4 milhões de euros no ramo de reforma.

no ramo geral, as receitas subiram 7,5% para 201,7 milhões de euros, incluindo 180,5 milhões de euros de trabalhadores por conta de outrem e contribuintes independentes, mais 21,2 milhões de euros de benefícios económicos. As despesas aumentaram 7,7% para 236,4 milhões de euros, com 151,9 milhões de euros para cuidados de saúde (aumentaram 6,6%) e 84,5 milhões de euros para benefícios de doença, incapacidade e orfandade (aumentaram 9,6%).

O ramo de reforma registou 220,6 milhões de euros em receitas, um aumento de 8,1%, provenientes de 207,7 milhões de euros em contribuições, 6 milhões de euros de benefícios económicos e 6,9 milhões de euros em transferências governamentais para pensões não contributivas. As despesas totalizaram 191,2 milhões de euros, subiram 10,9%, incluindo 184,3 milhões de euros para pensões contributivas (aumentaram 11,4%) e 6,9 milhões de euros para as não contributivas (desceram 1,9%). O excedente superou as previsões iniciais de 17 milhões de euros.

O número de afiliados expandiu-se nos principais grupos até dezembro: 51.539 trabalhadores por conta de outrem (aumento de 3,4% anual, ou 2,2% face a dezembro de 2024), 9.321 independentes (aumento de 6,8%) e 18.588 segurados indiretos (aumento de 1%). Os pensionistas do ramo geral caíram 6% para 2.461, principalmente 2.149 casos de incapacidade, 311 pensões de orfandade e uma reversão. Os pensionistas de reforma cresceram 4,7% para 18.522, compreendendo 16.829 reformados standard, 3.626 casos de viuvez (71 temporários) e 14 capitais de reforma. A taxa de dependência caiu para 3,14 segurados ativos por pensionista de reforma, uma descida de 2% face a 2024.

As contas surgem antes das eleições para o conselho de administração para substituir membros cujos mandatos terminam a 17 de junho. Jacint Risco (reformados), Jacqueline Caubet (trabalhadores por conta de outrem, por razões pessoais) e Francesc Zamora (empregadores) não procurarão a reeleição após dois mandatos, enquanto Montserrat Martínez (trabalhadores por conta de outrem) planeia candidatar-se novamente. Ela enfatizou o avanço de um sistema universal de pagamento por terceiros, uma promessa do chefe do Governo Xavier Espot numa carta de 2023 ligada a um acordo com o Conselho Geral. Com o mandato legislativo próximo do fim, Martínez notou que não houve progressos e sublinhou a urgência face às tensões económicas, pois alguns afiliados saltam exames devido a custos iniciais.

Ao longo de quatro anos, o conselho introduziu cobertura para segurados indiretos até aos 25 anos, benefícios de viuvez sem contribuições recentes, reembolsos a 100% para certas condições e melhorias em oftalmologia e aparelhos auditivos. As despesas de morte agora cobrem todas as idades para contribuintes ativos ou pensionistas, embora a fraca consciencialização leve alguns a pagar em excesso opções privadas, disse Caubet. Ela descreveu o escândalo das pensões de incapacidade como o momento mais difícil do mandato, expondo fraquezas de controlo mas provocando correções rápidas: quando lacunas de supervisão surgiram nos pagamentos, a ação seguiu imediatamente.

Metas pendentes incluem a digitalização completa para acabar com formulários em papel, melhor cuidado para doenças crónicas, comunicação mais forte com segurados e cuidados de saúde para estudantes no estrangeiro. Fornecedores de Barcelona estão online, com implementação em Madrid via Asisa em revisão legal final.

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