Andorra aprova concurso de 5 M€ para rotas aéreas para Madrid, Palma e Paris
Governo andorrano lança concurso urgente para assegurar voos essenciais para Madrid e Palma no Aeroporto de Andorra-la Seu, adicionando serviço regular para Paris. Ministra Conxita Marsol afirma que orçamento de 5 M€ garante viabilidade com aumento de passageiros.
Pontos-chave
- Concurso substitui Air Nostrum a partir de jan/2027 por 4 anos, prorrogável 2; propostas até 18 set.
- Mínimo 2 voos semanais cada para Madrid e Palma (sex/seg), mais Paris (Orly/CDG).
- Aeronaves ATR ou equiv. 48+ lugares; teto 5 M€ anual por operações, ocupação, receitas.
- Tráfego +12% com 8848 passageiros até ago; gerido por acordo Catalunha-Andorra.
O Governo andorrano lançou um concurso público internacional no valor de até 5 milhões de euros anuais para garantir voos regulares para Madrid e Palma de Maiorca no Aeroporto de Andorra-la Seu d'Urgell e estabelecer uma nova ligação para Paris com pelo menos dois voos semanais.
Publicado no Boletim Oficial da Principado de Andorra (BOPA) de quinta-feira, o concurso substituirá o contrato atual com a Air Nostrum, que termina a 31 de dezembro. Abrange um período de quatro anos a partir de 1 de janeiro de 2027, prorrogável por dois anos. As companhias aéreas devem fornecer um mínimo de 1400 horas de voo por ano nas rotas, com o prazo para apresentação de propostas a encerrar às 14:30 de 18 de setembro e a abertura às 10:00 de 21 de setembro.
Os operadores precisam oferecer pelo menos dois serviços semanais para Madrid e Palma cada um — às sextas-feiras e segundas-feiras — sujeitos à disponibilidade de slots. A rota para Paris visa os aeroportos de Orly ou Charles de Gaulle, permitindo temporariamente Beauvais-Tillé nos primeiros seis meses se não houver slots disponíveis, após o que o governo poderá ajustar ou prorrogar o contrato por acordo mútuo. Os horários e dias de voo podem ser alterados através de um órgão de monitorização, desde que se mantenham as frequências mínimas.
As aeronaves devem ser modelos ATR ou equivalentes com pelo menos 48 lugares e capacidade de aproximação RNP. Aviões maiores, como o ATR 72-600 com até 78 passageiros, podem operar em períodos de pico como verão ou Páscoa, desde que adequados ao comprimento da pista e ao terreno local. Jatos maiores como o Airbus A320 ou Boeing 737 não podem operar devido a limitações da pista e orográficas. Os licitantes podem propor rotas adicionais — como Lisboa — ou frequências extra nas existentes, que contam para o mínimo de horas de voo. As prioridades para expansões incluem outro destino francês em primeiro lugar, seguido de um voo para Madrid em dia útil.
Os pagamentos serão realizados trimestralmente, com base nos voos operados, rotas, preços dos bilhetes, taxa de ocupação e receitas. A ministra da Presidência, Economia, Trabalho e Habitação, Conxita Marsol, anunciou o concurso após a reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, sublinhando que o teto de 5 milhões de euros garante a viabilidade do serviço face à procura crescente.
Até 16 de agosto, os voos regulares transportaram 8848 passageiros, com Madrid a registar em média 41 por voo e Palma 36 — um aumento de 12% face à média anual do ano passado. O tráfego de verão subiu 8-10%. O Secretário de Estado para a Transição Energética, Transportes e Mobilidade, David Forné, discutiu problemas como desvios da Air Nostrum com o operador para minimizar perturbações mantendo a segurança; priorizou uma ligação para Paris em comentários de julho.
O aeroporto acolhe serviços comerciais desde 2015 ao abrigo de um acordo Catalunha-Andorra gerido pela Aeroports de Catalunya, que compensa até 50% das perdas, com limite de 400 mil euros anuais. Apoia também infraestruturas de emergência para grupos como o Grupo de Ações Especiais (GRAE), Serviço de Emergências Médicas (SEM) e bombeiros catalães, além de aluguer ampliado de hangares, reforçando o seu papel na conectividade dos Pirenéus.
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