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Transportes·

Família de instrutor de dança da Andorra morto em acidente critica investigação parada

Sem julgamento para o condutor alcoolizado, pois o passageiro ferido está em fuga há mais de dez meses. Irmã da vítima alia-se a ONG para leis espanholas com penas mais duras por homicídios rodoviários.

Pontos-chave

  • Carlos Manuel Miguel, 23 anos, morreu a 5 de outubro na L-313 em Espanha após colisão com condutor intoxicado.
  • Testemunha-chave — passageiro com drogas — em fuga há mais de 10 meses, bloqueando julgamento.
  • Irmã Mònica Chozo colabora com Stop Accidents por lei de 'homicídio rodoviário' em Espanha.
  • Família promete continuar luta por penas mais severas em mortes por condução sob efeito.

A família de Carlos Manuel Miguel, residente na Andorra e instrutor de dança morto num acidente de viação, relata a falta de progresso na investigação parada há mais de dez meses, uma vez que o passageiro do condutor — testemunha-chave e suspeito — continua em fuga.

Carlos Manuel, de 23 anos, morreu nas primeiras horas de 5 de outubro na estrada L-313 em Oliola, norte de Espanha, após colisão com um veículo cujo condutor estava intoxicado por álcool e drogas. A irmã, Mònica Chozo, disse ao Diari d'Andorra que o processo judicial continua bloqueado, com as autoridades incapazes de localizar o passageiro encontrado desorientado num campo próximo logo após o acidente. Ele sofrera uma fratura óssea ligeira e possuía uma pequena quantidade de drogas, segundo o relatório inicial da polícia.

Sem o seu depoimento, o condutor não enfrenta julgamento, deixando a família à espera de desenvolvimentos. «Por enquanto, estamos na mesma situação no caso do meu irmão; este homem está fugido e não é encontrado em lado nenhum. Não nos resta outra escolha senão esperar», afirmou Chozo.

Em paralelo, Chozo associou-se à ONG espanhola Stop Accidents — criada por familiares de outras vítimas de acidentes rodoviários — para defender a criação de um crime de «homicídio rodoviário» no código penal espanhol. A iniciativa visa penas mais severas para acidentes mortais causados por condutas graves ao volante, como a intoxicação, protegendo melhor as famílias das vítimas.

«Estou a trabalhar com a Stop Accidents para avançar a mudança legislativa e que exista um código de homicídio rodoviário. É muito recompensador colaborar com eles porque há muitas pessoas na minha situação», acrescentou ela. A família mantém-se determinada apesar do impasse, prometendo continuar os esforços. «Vamos continuar a trabalhar. Estas pessoas vão pagar. Estou convencida de que vão pagar pelo que fizeram», concluiu Chozo.

A Stop Accidents concentra-se em sanções mais duras para mortes na estrada ligadas a drogas ou álcool, uma missão que os familiares abraçaram para prevenir repetições e homenagear Carlos Manuel. A investigação prossegue em meio às buscas contínuas pelo passageiro.

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