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Transportes·

Associações de táxis de Andorra, ATA e ATI, assinam acordo com o Governo para unir operações e lançar app TaxiAndorra para reservas unificadas

integrando táxis e VTC, modernizando o setor.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • ATA e ATI fundem-se numa entidade sob a marca Taxi d’Andorra num ano.
  • App TaxiAndorra lança até março de 2026 para reservas web/telemóvel e chamadas de rua, integrando VTC.
  • Reformas permitem uma licença para dois veículos/motoristas, expandindo frota de ~70 táxis.
  • Subsídio governamental de 10 000 €; taxas de despacho definidas pelas associações; licenças B2 e formação exigidas.

As associações de táxis de Andorra, a Andorra Taxi Association (ATA) e a Interurban Taxi Association (ATI), assinaram na quinta-feira um acordo com o Governo para unificar operações num único centro de despacho e na app TaxiAndorra, operacional até 31 de março de 2026.

David Forné, Secretário de Estado para a Transição Energética, Transportes e Mobilidade, finalizou o acordo com o presidente da ATA, Víctor Ambor, e o presidente da ATI, Armand Godoy. As associações devem fundir-se numa única entidade num ano, adotando a marca Taxi d’Andorra e uma livrea unificada para os veículos, a definir em breve. A plataforma desenvolvida localmente, apoiada pelas empresas andorranas CityXerpa e TaxiMés, oferecerá reservas em tempo real na web e no telemóvel, mantendo as chamadas de rua. Integra serviços de táxi com operações VTC, uma funcionalidade adicionada após negociações confirmarem a prontidão do setor, apesar de preocupações iniciais sobre incompatibilidade. O Governo fornece um subsídio único de 10 000 €, com as taxas de despacho definidas pelas associações.

Forné descreveu o pacto como uma entrada dos táxis no século XXI, com comodidades semelhantes às de plataformas internacionais, mas adaptadas a Andorra. Enfatizou que as divisões acabaram, permitindo que o setor avance unido através do diálogo, e não da imposição, após reformas de longa data. A entrada da Uber teve um papel, mas não foi o único impulsionador, pois os preparativos a precederam.

As reformas permitem que uma licença cubra dois veículos e dois motoristas, duplicando efetivamente a frota de cerca de 70 táxis para aumentar a disponibilidade. O acesso facilita-se para profissionais qualificados, exigindo licenças B2, formação e conhecimento local. As licenças mantêm-se não transferíveis por 10 anos, os dias de descanso seguem os acordos setoriais e estimativas futuras de preços podem ser incluídas. Um novo regulamento setorial agilizará ainda mais as operações.

Godoy chamou o acordo de base para um serviço público moderno, pedindo desculpa aos utilizadores e motoristas pelo serviço passado "que o país não merecia". Comprometeu-se com melhorias duradouras via tecnologia e unidade, apelando à confiança pública. Ambor expressou satisfação, notando que estava atrasado, e ambos os líderes afirmaram o compromisso do setor com o plano de ação, usando toda a tecnologia disponível.

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