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Transportes·

Empresas de autocarros de Andorra alertam para aumentos de tarifas face à escalada de combustíveis pela guerra no Irão

Operadores de autocarros em Andorra enfrentam custos de combustível disparados pelo conflito no Irão, ameaçando aumentos de tarifas para passageiros em rotas não contratualizadas, salvo intervenção governamental.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Empresas de autocarros Coopalsa, Nadal e Andbus afetadas por subidas acentuadas de combustíveis devido à guerra no Irão.
  • Frotas de grande dimensão consomem enormes quantidades de combustível; custos a integrar nos equilíbrios de contratos governamentais.
  • Serviços não contratualizados poderão exigir aumentos imediatos de tarifas para compensar perdas.
  • Empresas pedem apoios fiscais como isenções de impostos se a crise persistir, citando precedente da Ucrânia.

Empresas de autocarros em Andorra manifestam crescente preocupação com a forte subida dos preços dos combustíveis provocada pelo início da guerra no Irão, alertando que aumentos prolongados poderão forçar subidas de tarifas para os passageiros.

Operadores de linhas nacionais de autocarros, incluindo a Coopalsa, a Nadal e a Andbus, afirmam que os aumentos quase diários nos postos de abastecimento estão a afetar duramente as suas frotas de grande dimensão. O gestor da Coopalsa, Gabriel Dalleres, referiu que a empresa consome «muitos, muitos litros» anualmente nos veículos que funcionam muitas horas por dia com elevado consumo de combustível. «Qualquer coisa que afete os custos operacionais é uma preocupação, embora haja pouco que possamos fazer», disse ele.

Para as suas rotas nacionais contratualizadas pelo Governo, as empresas esperam incorporar os custos acrescidos nas futuras discussões de equilíbrio económico com as autoridades. Dalleres indicou que, se os preços se estabilizarem em níveis mais elevados, poderão ser tratados «nos esquemas de equilíbrio económico da concessão». O diretor da Nadal, Bartumeu Gabriel, corroborou isto, afirmando que os ajustes dependerão de aprovação governamental.

No entanto, os serviços não contratualizados não beneficiam de tais proteções. Dalleres alertou que alterações significativas de preços aí exigiriam mudanças tarifárias, enquanto Gabriel acrescentou: «Estamos a absorvê-lo por agora, mas poderá ser necessário um aumento mais tarde, ou tornará-se impossível.» Ele recordou pressões semelhantes durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O CEO da Andbus, Albert Vinseiro, partilhou as preocupações, aliviado por o pico coincidir com o fim da época de inverno, quando os contratos assinados meses antes não podem ser alterados. «Se isto acontecesse em janeiro, o impacto seria maior», disse ele, acrescentando que as empresas procurarão repercutir os custos nos acordos de inverno vindouros.

Tanto Gabriel como Vinseiro pediram potenciais medidas de apoio caso a crise persista, como alívios fiscais. Vinseiro observou: «Há margem fiscal para baixar impostos, mas, com base em crises passadas, duvido que aconteça.»

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