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Transportes·

Andorra pondera ligação ferroviária de alta velocidade com França em meio a perturbações por derrocada

Xavier Espot planeia discutir ligações de transporte alternativas durante a visita de Macron em abril, após o fecho da RN-20 que afetou a época alta de turismo em Pas de la Casa. Medidas de apoio incluíram vales de combustível e shuttles, com o local agora seguro e estudos franceses de risco em curso.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicARADiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • RN-20 fechada de 21 fev a 8 mar por derrocada; apoio incluiu vales de combustível de 186 mil € e shuttles.
  • Proposta de comboio de L'Hospitalet a Pas de la Casa face a riscos climáticos e custos elevados.
  • Local agora 100% protegido; estudos franceses até set/out sobre riscos alpinos.
  • Oposição critica dependência rodoviária; fortes laços franco-andorranos para melhorias.

O Governo da Andorra pretende discutir ligações de transporte alternativas, incluindo uma potencial ligação ferroviária de alta velocidade à França, com o Presidente Emmanuel Macron durante a sua visita em abril, afirmou o chefe do Governo Xavier Espot na quinta-feira.

A proposta surgiu durante uma sessão de perguntas no Conselho Geral, provocada por indagações da oposição sobre o fecho da RN-20 entre 21 de fevereiro e 8 de março, causado por uma derrocada a 31 de janeiro numa área de risco conhecida sem avisos prévios específicos. Espot, respondendo à pergunta da deputada Concòrdia Núria Segués sobre a extensão de uma linha ferroviária de L'Hospitalet-près-l'Andorre a Pas de la Casa, enfatizou a exploração de opções para além das estradas face às ameaças de derrocadas, alterações climáticas, procura por viagens mais rápidas e oportunidades de emprego. Alertou que «o risco zero nunca existirá», mesmo com proteções geológicas, e sublinhou os elevados custos que ultrapassam as possibilidades da Andorra sozinha. Espot referiu conversas passadas com Jean Castex, atual executivo da SNCF e antigo primeiro-ministro francês, que citou desafios técnicos e financeiros mas deixou a porta aberta. «Temos de colocar isto em cima da mesa» com Macron, disse, embora um progresso a curto prazo seja improvável. Estudos de viabilidade iniciais sob o antigo ministro do Território Jordi Torres tinham já apontado despesas elevadas.

O ministro do Turismo e Comércio Jordi Torres detalhou as medidas de apoio, incluindo 6204 vales de combustível no valor de 186 520 € — 2651 emitidos em fevereiro e 3553 em março, mais dois para autocarros — distribuídos através do posto de turismo de Pas de la Casa. Tanto Torres como a deputada Andorra Endavant Carine Montaner, que levantou o impacto económico, classificaram o fecho como um «golpe muito duro» para a zona e «terrível» para o país na época alta de fevereiro. Autocarros de ligação gratuitos atenuaram alguns efeitos, com o trânsito normal a retomar na segunda-feira e os volumes em alta, embora os fins de semana permaneçam incertos. Torres notou que os riscos em altitude elevada são óbvios mas difíceis de prever, descrevendo a derrocada como súbita.

O ministro do Território Raül Ferré confirmou que o local está agora «100% protegido». As autoridades francesas planeiam estudos técnicos nos próximos quatro a cinco meses, envolvendo especialistas em geologia alpina, para avaliar riscos para além dos pontos quentes conhecidos. Os resultados, esperados para setembro ou outubro, guiarão as ações, prazos e financiamento conjunto, com França a prometer cobrir os custos. Não estão previstos fechos, e emergências envolveriam resposta coordenada.

As vozes da oposição variaram: o social-democrata Pere Baró classificou Pas de la Casa como o «grande esquecido» do Governo e questionou o seu modelo comercial desatualizado, levando Torres a destacar iniciativas como um novo conselho económico e social com contributos de comunas e empresas. O deputado Concòrdia Cerni Escalé elogiou os esforços diplomáticos pela reabertura rápida e perguntou sobre pactos internacionais para melhorias rodoviárias, o que Ferré e Torres confirmaram face às fortes relações franco-andorranas, incluindo acordos de 2017 e 2022.

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