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Transportes·

Andorra propõe separar táxis de VTC e exigir novo credencial profissional para motoristas

Projecto governamental proíbe motoristas de trabalhar como táxi e VTC, exige credencial setorial e cria despacho central único com aplicação.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Projecto proíbe uma pessoa de operar como condutor de táxi e de VTC.
  • Todos os condutores de transportes de passageiros devem obter novo credencial profissional com testes, aptidão médica e residência em Andorra.
  • ATA e ATI fundem-se; despacho central único mais app e centro de chamadas operacionais até 31 de março do próximo ano; Estado financia ~10 000 €/ano.
  • Governo licitará 10 licenças de táxi ordinárias e 2 de veículos adaptados; sem mais licenças até despacho avaliar procura.

O Governo propôs uma convenção de transportes que separaria os serviços de táxi dos VTC (veículos com condutor) e exigiria um novo credencial profissional para todos os condutores de transportes de passageiros. As regras em projecto proibiriam uma pessoa de operar tanto como condutor de táxi como de VTC.

Todos os condutores profissionais precisariam de um credencial emitido pela autoridade competente. Para o obter, os candidatos devem possuir a classe de carta de condução exigida pelo código de trânsito, aprovar testes de aptidão e formação específicos do sector, apresentar um certificado médico oficial confirmando que passaram os exames necessários e residir no Principado de Andorra. A administração seria responsável por verificar o cumprimento.

A convenção promove uma mudança estrutural no sector dos táxis ao propor a fusão das duas principais associações de táxis do país, ATA e ATI, numa única organização num prazo de um ano. Os órgãos de ambos os associações aprovaram o plano; o projecto deve agora ser ratificado pelas suas assembleias.

Um despacho central único e uma plataforma digital unificada de reservas — composta por uma aplicação e um centro de chamadas — deve estar operacional antes de 31 de março do próximo ano. O centro de chamadas ficaria localizado em Andorra. A administração comprometeu-se a alocar cerca de 10 000 € por ano para implementar a plataforma.

Os participantes do sector identificaram um grupo de trabalho para apoiar o novo sistema: a Espic operaria a função de centro de chamadas, enquanto a CityXerpa e a TaxiMés geririam a aplicação e a tecnologia de contratação.

A convenção estabelece compromissos sobre licenças e condições de serviço. Prevê que, no prazo de três meses após a assinatura, o Governo abra um concurso para atribuir dez novas licenças de táxi ordinário e duas licenças para veículos adaptados. Os responsáveis dos transportes indicaram também que não serão emitidas licenças adicionais até o despacho central estar em funcionamento e a procura poder ser avaliada adequadamente.

Outras mudanças propostas abordam os horários nos feriados públicos, a transmissibilidade das licenças e uma nova pintura acordada para os veículos. O projecto contempla também medidas para dar maior flexibilidade operacional aos actuais titulares de licenças, como a possibilidade de operar dois veículos o ano inteiro, sujeitas a termos a finalizar com os profissionais.

Os responsáveis afirmam que as medidas visam modernizar o sector, garantir qualidade mínima de serviço, manter uma concorrência efectiva e preservar o transporte de passageiros como um serviço público orientado pela segurança, acessibilidade, qualidade e protecção ambiental. Os objectivos políticos listados pelo Governo incluem a descarbonização, a racionalização de viagens e uma transição socialmente justa para o sector.

As propostas surgem na sequência de preocupações no sector dos táxis sobre novos entrantes no mercado como a Uber. O Departamento dos Transportes pretende que a convenção seja examinada e negociada pelas partes nas próximas semanas, após o que as assembleias das associações serão convidadas a validar o acordo.

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