Associação de Taxis de Andorra em Rotura Interna por Acordo Secreto com CityXerpa
Membros dissidentes exigem suspensão do contrato não divulgado com a CityXerpa e apresentam moção de censura ao presidente, levando a direção a convocar assembleia.
Pontos-chave
- Dissidentes da ATA exigem suspensão do acordo CityXerpa por violação de estatutos sem conhecimento dos membros.
- Moção de censura apresentada contra o presidente Víctor Ambor por irregularidades de gestão.
- Direção convoca assembleia a 18 de março para expulsar quatro membros por operar táxis e Uber.
- Dissidentes alegam retaliação nas expulsões e defendem despacho unificado incluindo todos os serviços.
Membros da Associação de Taxis de Andorra (ATA) exigem a suspensão imediata de um acordo com a CityXerpa, alegando que resultou de uma grave violação dos estatutos da associação, após um contrato ter sido assinado com entidades de táxis sem o conhecimento dos membros.
A disputa surgiu após a assembleia geral extraordinária da ATA em dezembro, quando detalhes do acordo não divulgado foram revelados. Os críticos notificaram o Departamento de Transportes das suas preocupações, incluindo potenciais violações das regulamentações do setor de táxis, e pedem uma nova assembleia para divulgar os termos do contrato e submetê-lo a voto dos membros. Alguns dissidentes foram mais longe, apresentando uma moção de censura ao presidente da ATA, Víctor Ambor, e enviando uma carta certificada ao governo a alegar irregularidades na gestão da associação.
Em resposta, a direção da ATA — liderada por Ambor — convocou uma assembleia extraordinária a 18 de março para votar a expulsão de quatro membros acusados de minar o setor ao operar simultaneamente táxis tradicionais e serviços Uber. A direção notificou os membros da reunião a 27 de fevereiro, preparando um processo disciplinar que recomenda a expulsão por violação dos estatutos através deste «jogo duplo», que diz obstruir os esforços para um sistema de despacho unificado e parcerias tecnológicas exclusivas como a CityXerpa.
As votações sobre cada expulsão decorrerão por voto secreto para garantir quórum e uma decisão clara, com a direção a apelar à máxima participação. Os motoristas visados, que contestaram assembleias anteriores e o acordo CityXerpa, insistem que são colaboradores e não empregados da Uber. Argumentam que as suas ações promovem uma verdadeira plataforma de despacho único que integra todos os serviços de táxi, sem perda de direitos, e acusam a ATA de pressionar os membros a usar a CityXerpa — uma plataforma VTC ligada ao acordo de unificação com a Associação de Taxis de Andorra (ATI).
Os quatro dissidentes veem as expulsões como retaliação por destacarem problemas como o secretismo do contrato e ligações a VTC, que dizem ameaçar os direitos dos táxis tradicionais como serviço público. O governo descreveu o projeto CityXerpa mais amplo como uma forma de centralizar reservas, melhorar a coordenação e aumentar a eficiência. Não houve mais resposta do Departamento de Transportes, e o resultado da assembleia permanece em aberto.
Fontes originais
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