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Transportes·

Deslizamento na RN-20 francesa provoca crise económica andorrana e medidas de apoio

Um grande deslizamento na estrada francesa RN-20 perto de Andorra fechou o acesso principal durante meses, devastando negócios em Pas de la Casa e o turismo de esqui.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaAltaveuDiari d'AndorraARAEl Periòdic

Pontos-chave

  • Deslizamento RN-20 no km 86,5 deslocou 200 m³ de rocha; fecho Ax-les-Thermes a L'Hospitalet dura 3+ meses, estabilização com redes e âncoras.
  • Retalhistas de Pas de la Casa enfrentam perdas de 70-90% devido a desvios de Toulouse; Grandvalira perde 11 000 dias de esqui em jan., 30% de visitantes franceses em fev.
  • Apoio governamental: vales de combustível de 30 € semanais para residentes de Occitanie, descontos de 20% no esqui, shuttles gratuitos, alívio de contribuições CASS, prazos IGI.
  • Encamp aloca 2 M€ em reembolsos fiscais e subsídios; oposição exige apoio ao arrendamento enquanto pedido diplomático para túnel de Puymorens gratuito aguarda resposta.

As autoridades francesas iniciaram trabalhos complexos de estabilização no deslizamento da RN-20 ao quilómetro 86,5 perto de Merens, após o incidente de 31 de janeiro que deslocou 200 metros cúbicos de rocha, incluindo blocos de 14 e 20 toneladas. O fecho entre Ax-les-Thermes e L'Hospitalet-près-l'Andorre durará pelo menos três meses, possivelmente até maio, embora os responsáveis indiquem agora que uma faixa alternativa parcial pode abrir mais cedo se as condições de segurança forem garantidas e o tempo permitir. O ministro do Território Raül Ferré, após uma visita ao local com o prefecto francês Hervé Bravant e o embaixador Nicolas Eybalin, elogiou a engenharia — plataformas suspensas numa face de falésia de 230-270 m, redes, âncoras para fixar rochas instáveis de 8-20 toneladas e evitar um possível colapso de 500-1000 toneladas — como equivalente aos métodos andorranos. Explosivos foram descartados devido aos riscos, com inspeções quinzenais planeadas e o tempo já a causar atrasos.

O impacto económico intensifica a pressão sobre os retalhistas da baixa de Pas de la Casa, dependentes de visitantes diários de Toulouse, agora confrontados com desvios de 2,5-5 horas. As perdas atingiram 70-80% em alguns estabelecimentos, com projeções próximas de 90% ao longo de três meses. Gerard Pifarré, do Conselho Económico e Social local, alertou para mudanças de hábitos duradouras em direção a La Jonquera ou Bossòst. Òscar Ramon, da Associação de Vizinhos e Comerciantes, notou efeitos agravados por protestos anteriores e fechos devido à neve, enquanto Raül Calvo, dos comerciantes de tabaco, qualificou a situação de catastrófica, instando à suspensão de restrições a bens sensíveis face à queda acentuada do contrabando. Grandvalira reportou 11 000 dias de esqui perdidos em janeiro e uma queda de 30% nos visitantes franceses em fevereiro, potencialmente mais 30 000 dias perdidos.

Em resposta, o governo aprovou na quarta-feira um pacote: vales de combustível semanais de 30 € para residentes de Occitanie (Ariège 09, Haute-Garonne 31, Aude 11, Pyrénées-Orientales 66), resgatáveis nos postos turísticos de Pas; descontos de 20% na Grandvalira para chegadas SNCF a L'Hospitalet; 12 shuttles diários gratuitos daí para Pas de la Casa (financiados 50-50 pelo governo e Encamp); e campanhas da Andorra Turisme para 130 000 subscritores franceses. Mais apoios cobrem 50-100% das contribuições CASS dos empregadores para quedas de receita de 25-50% ou mais face a 2025, reestruturações ou prazos do IGI, e futuros empréstimos bonificados com garantias pessoais. O chefe do Governo Xavier Espot descreveu as medidas como «adequadas e em evolução», rejeitando ERTOs para proteger empregos. Andorra pediu formalmente à França passagem gratuita no túnel de Puymorens, aguardando resposta.

O conselho de Encamp, sob a Cònsol Major Laura Mas, alocou 2 M€ espelhando os critérios CASS: reembolsos de 50-100% nos impostos de residência e higiene para quedas de 25-50% ou mais, mais subsídios para empresas abertas; apoio ao arrendamento está em análise. Uma nova reunião do Conselho Económico e Social precede uma sessão extraordinária. Mas qualificou o fecho como «chocante» no pico de inverno, invertendo uma boa época, mas prometeu apoio onde a ajuda nacional for insuficiente, instando à solidariedade no consumo interno.

A oposição Avancem, por Marta Pujol, elogiou a intenção mas criticou a preparação, exigindo apoio direto ao arrendamento face a custos fixos e quedas de 50-90% nas lojas da baixa de Pas; acusou Encamp de improvisar sem protocolos. Mas contrapôs que a oposição não oferecera ajuda direta. Cônsols, incluindo Jordi Alcobé de Canillo, sublinharam o acesso a Pas via RN-66, Puymorens, comboio a L'Hospitalet, La Jonquera ou Bossòst, pedindo comunicação liderada pela Andorra Turisme ao sul de França e notando impactos mais amplos em trabalhadores transfronteiriços, estudantes e bens. A ministra dos Negócios Estrangeiros Imma Tor destacou impulsos diplomáticos e tensão económica nacional, com França a financiar as reparações de forma independente. Os ministros continuam a monitorizar tecnicamente, politicamente e diplomaticamente.

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Fontes originais

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