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Transportes·

Comerciantes de Pas de la Casa Saudam Reabertura da RN-20 a 9 de Março, Exigem Apoio e Calendário Claro

Estrada RN-20 de Andorra reabre a 9 de março após fecho por derrocada, aliviando negócios de Pas de la Casa antes do pico turístico, mas comerciantes pedem detalhes.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaARAAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • Estrada RN-20 reabre a 9 de março, antes da previsão de 3 meses, após derrocada a 31 de jan.; obras de estabilização duram 12-18 meses com encerramentos periódicos.
  • Comerciantes aliviados para Carnaval e Páscoa mas exigem calendário de obras na baixa temporada e avisos antecipados para evitar perturbações nos picos.
  • Criticam vales de combustível de 30 € como ineficazes; pedem apoio ligado a faturas, cortes de rendas de 15-20%, empréstimos prolongados e promoção nos media franceses.
  • Hotéis com 90% de ocupação saíram melhor; sectores de comércio diário mais afectados por quedas de visitantes e desvios.

**Comerciantes de Pas de la Casa Celebram Reabertura da RN-20 a 9 de Março mas Exigem Calendário Claro de Obras e Apoio Reforçado**

O chefe de Governo de Andorra, Xavier Espot, confirmou na passada sexta-feira que a estrada RN-20, fechada desde 31 de janeiro devido a uma derrocada entre L'Hospitalet e Mérens, reabrirá a 9 de março — bem antes da previsão inicial de três meses. Este desenvolvimento, resultado da colaboração andorrano-francesa, alivia as pressões sobre os negócios de Pas de la Casa antes das restantes semanas de Carnaval francês, Páscoa e Dia da Constituição a 14 de março, um sábado comercialmente ativo. As obras de estabilização, no entanto, estão previstas durar 12 a 18 meses com encerramentos periódicos.

Josep Maria Mas, presidente da Câmara de Comércio de Pas de la Casa e do Conselho Económico e Social, descreveu o calendário como "um pouco de ar" que traz alívio moral. "Estamos muito mais calmos agora com uma data firme", disse, notando que protege os períodos turísticos chave apesar das perdas irrecuperáveis no início do Carnaval. Os comerciantes reuniram-se terça-feira para avaliar impactos, arquivando protestos em favor de apelos a um calendário detalhado de perturbações futuras — idealmente confinadas à baixa temporada com avisos antecipados e planeamento conjunto para evitar picos como julho e agosto. Procuram clareza sobre se os cortes serão contínuos ou intermitentes, citando problemas de acesso ao fim de semana via desvios que desencorajaram condutores.

O sector pressiona por uma campanha imediata da Andorra Turisme nos media franceses, particularmente em Toulouse, para restaurar a confiança dos visitantes diários e destacar o fim de semana pós-reabertura. Mas disse que o pedido foi renovado numa recente reunião extraordinária do Conselho Económico e Social, com preparativos avançados mas sem detalhes firmes ainda. A Andorra Turisme iniciou anúncios, embora os comerciantes queiram uma promoção mais forte.

O apoio enfrentou críticas. Os vales de combustível de 30 € revelaram-se "quase ineficazes", beneficiando principalmente postos de gasolina pois os visitantes reabasteciam sem gastar mais. Gerard Pifarré, representante do conselho de comerciantes, instou a ligá-los a faturas de 50-60 € excluindo tabaco. As propostas incluem reduções de rendas de 15-20% com alívio fiscal para senhorios — elogiadas onde voluntárias mas necessitando regulação — e empréstimos governamentais suaves prolongados cobrindo rendas do primeiro trimestre, pessoal e fornecedores. As suspensões ERTO estão agora excluídas dada a reabertura próxima. O presidente da CEA, Gerard Cadena, quer documentação de perdas para eventuais prolongamentos pós-9 de março, especialmente para retalhistas de tabaco. Medidas existentes como contribuições CASS e alívio em faturas de eletricidade oferecem algum apoio, mas os comerciantes procuram cobertura até ao fim do mês ou trimestre.

Retalho, restauração e lojas da parte baixa da vila sofreram mais, com quedas acentuadas de visitantes diários agravadas por abrandamentos pós-Carnaval e desvios. Eventos como o festival Hibernation viram declínios de 15% nos bilhetes, disse o organizador Hugo Sauterel, com volumes perdidos irrecuperáveis apesar dos esforços oficiais. Protestos de agricultores franceses e mau tempo agravaram a situação.

Os hotéis resistiram melhor ao fecho. O presidente da Unió Hotelera d’Andorra, Albert Mora, reportou uma ocupação em fevereiro próxima dos 90%, sem pico de cancelamentos. "O impacto foi menos grave do que temido, e a resposta dos clientes mais estável do que esperado", disse, enfatizando os sectores de comércio diário como os mais afectados. A reabertura deve reforçar a confiança daqui em diante.

Os comerciantes pedem um plano de reactivação a longo prazo envolvendo ministérios do Turismo e Comércio mais a comuna de Encamp para diversificar para além do tabaco e abordar a fragilidade económica revelada pelo bloqueio. O Conselho Económico e Social reúne a meio do mês para discutir com executivos e comunas.

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