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Transportes·

Pas de la Casa regista tráfego misto no primeiro dia completo após reabertura da RN-20

Comerciantes relatam baixa afluência pedonal e cautela dos visitantes franceses apesar do aumento de entradas de veículos e ligeiros incrementos iniciais nos supermercados e restaurantes após remoção do deslizamento de rochas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaAltaveuARA

Pontos-chave

  • RN-20 reaberta a 9 de março após deslizamento de 31 de janeiro; equipas francesas removeram 200 m³ de rocha 7 semanas antes, adicionaram sensores de movimento.
  • Entradas de veículos de França ao nível normal de março, mas afluência pedonal baixa com cautela dos visitantes.
  • Supermercados com ligeiro aumento em essenciais; restaurantes mais movimentados ao meio da manhã, lojas de esqui inalteradas.
  • Comerciantes pedem apoios e campanhas; autoridades notam impacto mínimo no PIB (0,1%), apelam a disrupções futuras mínimas.

Os comerciantes de Pas de la Casa relatam tráfego misto no primeiro dia completo da RN-20 após a reabertura, com alguns a descreverem baixa afluência pedonal e cautela persistente entre os visitantes franceses apesar do aumento de entradas de veículos.

A rota para França retomou o tráfego bidirecional por volta das 6:30 da manhã de segunda-feira, 9 de março, após o fecho devido a um deslizamento de terras a 31 de janeiro entre L'Hospitalet-près-l'Andorre e Ax-les-Thermes. Equipas francesas removeram quase 200 metros cúbicos de rocha — mais de 500 toneladas — sete semanas antes da estimativa original de três meses, estabilizando pedras-chave. Permanecem cerca de 500 metros cúbicos de rocha suspensa, com fechos adicionais planeados para o outono na baixa temporada. O troço agora tem sensores de movimento nas duas extremidades, ligados a semáforos que param os veículos imediatamente à deteção; o estacionamento está proibido na zona.

Os serviços de mobilidade registaram um aumento de entradas de França, em linha com uma segunda-feira típica de março fora das férias escolares, embora alguns condutores tenham ligado a verificar o acesso e outros tenham hesitado. Os comerciantes notaram ruas calmas no geral, com filas moderadas no início e mais carros na baixa perto do estacionamento Plaça Coprínceps — a zona mais afetada pelo fecho. Supermercados como Euromercat e Maximercat viram ligeiros aumentos em bens essenciais como combustível, álcool, tabaco e detergentes, mas sem grande afluência; o pessoal descreveu como «um pouco mais de movimento, mas não como um dia normal». Os restaurantes reportaram ganhos a partir do meio da manhã, enquanto as lojas de material de esqui viram pouca mudança devido a clientes locais.

As opiniões entre os comerciantes variaram. Alguns chamaram o negócio «morto» como nas semanas recentes, citando rumores de fechos futuros e medos de ficarem isolados pelas alternativas de Puigcerdà. Uma vendedora de malas esperava melhorias no fim de semana, se o tempo ajudar, enquanto uma trabalhadora de perfumaria apontou a hesitação dos visitantes face a prazos incertos. Outros acolheram os compradores franceses precoces, especialmente no sul, com uma loja de roupa a notar mais veículos na Plaça Coprínceps e clientes fiéis a regressarem. Restaurantes como The Cork e Popeyes viram esplanadas mais cheias, e as tabacarias esperavam ganhos. Os operadores de alojamento reportaram impacto mínimo anterior e reservas estáveis.

Josep Maria Mas, presidente da Câmara de Comércio de Pas de la Casa e representante do CES, notou uma atmosfera alterada com mais turistas franceses mas aguardava dados de vendas. Os comerciantes planeiam uma reunião na próxima semana para avaliar os efeitos e discutir mais apoios para os mais afetados, incluindo pequenas lojas. Òscar Ramon da Associação de Comerciantes e Raül Calvo da UCAT pediram compensações direcionadas e campanhas publicitárias em França. Mas apelou a minimizar disrupções futuras: «Temos de encontrar formas de realizar os trabalhos afetando o mínimo possível».

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Imma Tor, agradeceu a França pela reabertura do «eixo vital», destacando a forte cooperação bilateral e o tráfego «quase como um dia normal». O primeiro-ministro Xavier Espot confirmou acesso total com segurança máxima. Jeff Danforth do FMI estimou um impacto de 0,1% no PIB global, ou 0,2% no primeiro trimestre incluindo apoios, com base em modelos sem dados firmes. O ministro das Finanças, Ramon Lladós, disse que os impactos foram significativos para alguns comerciantes mas limitados a nível nacional, com receitas fiscais a cair 0,3% devido a medidas de alívio; os dados do primeiro trimestre estão pendentes. Os autocarros para Toulouse retomaram, cortando os desvios anteriores. Os comerciantes antecipam uma recuperação gradual, especialmente no fim de semana.

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