Proprietários em Canillo Oponem-se a Sobrevoo do Teleférico Sem Indemnização
Três proprietários em Canillo contestam o projeto de teleférico do concelho por sobrevoo ilegal das suas terras sem servidões ou.
Pontos-chave
- Três proprietários apresentaram objeções a 29 de janeiro, alegando 'expropriação de facto' inconstitucional sem compensação.
- Concelho pediu acordos de servidão sem custo em reuniões de outubro de 2025, todos recusados.
- Teleférico de 900 m visa reduzir tráfego de autocarros, aumentar segurança e turismo; custo inicial de 9 M€.
- Projeto segue concurso anulado; concelho planeia adjudicações de construção antes do verão apesar de disputas.
Três proprietários em Canillo apresentaram objeções formais ao projeto de teleférico do concelho que liga a vila à ponte Armiana — conhecida como «pont tibetà» —, argumentando que o traçado sobrevoaria as suas propriedades sem servidões legais ou compensação, podendo obrigar o concelho a avançar com processos de expropriação.
Josep Casal Mandicó, Maria Carme Duedra Caminal e Remei Rossa Rossell — proprietários de Les Somiades, do antigo parque de campismo Casal e da parcela com a garagem Molí — apresentaram as suas alegações a 29 de janeiro. Descrevem a tentativa do concelho de obter direitos de sobrevoo gratuitos como uma «expropriação de facto» ilegal que viola o artigo 27 da Constituição de Andorra, o qual protege a propriedade privada contra privações sem justificação de interesse público, indemnização justa e processo legal. Os proprietários referem a Lei da Expropriação Forçada, que só permite servidões com indemnização económica, e alertam para o abuso de poder se a construção avançar sem resolução.
O conflito surgiu após a edição 116 do BOPA de 10 de outubro de 2025 ter anunciado adjudicações diretas no valor de 265 mil euros ao consórcio Desplom-ERIC para conceção e supervisão do projeto. Os proprietários foram então convocados para reuniões separadas na Casa Comuna com os vereadores Jordi Alcobé, Marc Casal e Sebastià Plaza, que apresentaram minutas de acordos de servidão sem custo datados genericamente de outubro de 2025. Todos recusaram de imediato, deixando o concelho sem direitos sobre o espaço aéreo.
As atas do concelho de 21 ou 22 de janeiro de 2026 delineiam planos para adjudicar os principais contratos de construção antes do verão, apesar de até seis proprietários afetados. Os três exigem o cancelamento do projeto ou o desvio do traçado para poupar as suas terras, traçando paralelos com uma disputa de 2004 em Massana sobre direitos de sobrevoo de um teleférico.
A linha de 900 metros, com um desnível de 350 metros em três minutos desde o antigo parque de campismo Pla, de propriedade do concelho, até ao caminho de Armiana, visa reduzir o tráfego de autocarros na estrada do vale do Riu, melhorar a segurança rodoviária e apoiar o turismo com capacidade para pelo menos 400 pessoas por hora. Os custos iniciais são estimados em 9 milhões de euros. Um concurso internacional de maio de 2024 para engenharia e construção foi anulado porque a única proposta excedia o orçamento de 8,5 milhões de euros.
O concelho recusou comentar, afirmando que o projeto definitivo ainda não foi entregue e que a submissão dos proprietários deve seguir o seu curso legal.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- El Periòdic•
El Comú de Canillo evita pronunciar-se sobre l’oposició de tres propietaris al projecte de telefèric de l’Armiana
- Diari d'Andorra•
El projecte del telefèric topa amb l’oposició frontal de tres famílies
- El Periòdic•
Tres propietaris de Canillo rebutgen el telefèric de l’Armiana i refusen que el giny sobrevoli les seves finques
- Bon Dia•
Tres propietaris s'oposen que el telefèric del pont tibetà sobrevoli les seves finques
- Altaveu•
Propietaris afectats pel sobrevol del telefèric de l'Armiana demanen al comú aturar el projecte
- Diari d'Andorra•
Tres propietaris s’oposen al telèferic del pont tibetà i frenen el projecte