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Transportes·

Deslizamento na RN20 francesa pode fechar estrada semanas ou meses perto da fronteira com Andorra

Um enorme desmoronamento danificou gravemente a estrada RN20 perto de Mérens-les-Vals, com as autoridades francesas a priorizarem a estabilização da encosta em vez da desobstrução.

Sintetizado a partir de:
AltaveuEl PeriòdicDiari d'AndorraBon DiaARA

Pontos-chave

  • Deslizamento a 31 jan no km 86,5: 100m³ de rochas de parede de 250m criaram fissura de 20m, destruíram 100m de estrada.
  • Estabilização da encosta até quinta; sem desobstrução devido a riscos; relatório técnico devido segunda-feira.
  • Andorra oferece ajuda rejeitada; desvios via Puigcerdà, autocarros/comboios reforçados; reabertura improvável antes de 18 fev.
  • Impacto económico: quebra de 70% nas vendas em Pas de la Casa; ajuda planeada para retalhistas em época alta.

As autoridades francesas antecipam estabilizar a encosta do deslizamento na RN20 até quinta-feira, mas as reparações na estrada gravemente danificada continuam sem data, com os responsáveis agora a alertarem para um fecho que pode durar várias semanas ou possivelmente meses, enquanto prosseguem as avaliações técnicas.

O deslizamento ocorreu por volta das 2h da manhã de 31 de janeiro no km 86,5 perto de Mérens-les-Vals, entre L'Hospitalet-près-l'Andorre e Ax-les-Thermes. Cerca de 100 metros cúbicos de rocha caíram de uma parede de 250 metros de altura, criando uma fissura de 20 metros de altura, três metros de largura e seis metros de profundidade e destruindo 100 metros de pavimento. O prefecto de Ariège, Hervé Brabant, descreveu-o como o pior incidente desse tipo em anos, provocado pelas chuvas e nevões recentes que deixaram o solo altamente instável. Especialistas alpinos realizaram levantamentos de helicóptero na terça-feira, revelando riscos contínuos na encosta que impediram qualquer remoção de rochas da estrada. O tempo melhorado permitiu que empreiteiros da NGE, equipas de estrada da DIRSO, equipas florestais da RTM e drones — supervisionados por gendarmes numa zona de proibição de voo — começassem a purgar e a assegurar a área apesar do difícil acesso.

Nenhuma rocha foi ainda removida da via, pois a estabilização da encosta tem prioridade. Brabant enfatizou a segurança acima de tudo, rejeitando faltas de recursos apesar das ofertas de Andorra de equipamento, pessoal, Protecció Civil, bombeiros e médicos do SUM, que França recusou para confiar nas suas próprias equipas. Um relatório técnico detalhado é esperado na segunda-feira, após o qual serão ponderadas opções de reparação como explosões controladas ou redes protetoras — as redes prolongariam os trabalhos. O embaixador francês Nicolas Eybalin, falando no programa *Avui serà un bon dia* da RTVA, excluiu a reabertura antes do fim do Carnaval a 18 de fevereiro, chamando-o um desastre natural excecional. Ele qualificou as acusações de negligência como "insultuosas", apontando os 20 milhões de euros gastos na galeria antialanche, no desvio de Ax-les-Thermes e nas melhorias bilaterais planeadas ao abrigo de acordos recentes.

Andorra trata o assunto como a sua principal prioridade. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Imma Tor, mantém chamadas duas vezes por dia com as prefeituras de Ariège e Occitanie. O porta-voz Guillem Casal saudou o empenho de França, mas deixou em aberto a escalada para o copríncipe Emmanuel Macron para acelerar o progresso, sublinhando o contacto constante e as ofertas de ajuda. O chefe do Governo, Xavier Espot, reuniu-se com o mayor de L'Hospitalet, Arnaud Diaz, na quinta-feira, renovando compromissos de serviços de emergência e discutindo instalações permanentes de gendarmeria ali para combater o contrabando. Alinharam autocarros Hife com partidas às 8h de L'Hospitalet, compatíveis com os serviços ferroviários SNCF reforçados — agora até sete ida e volta diários até sexta-feira entre Ax-les-Thermes, Mérens, L'Hospitalet e La Tour-de-Carol.

Uma sessão de quinta-feira do Conselho Económico e Social de Pas de la Casa, com a presença de Espot, cônsules de Encamp Laura Mas e Xavier Fernàndez, ministros Tor e Raúl Ferrer, Síndic General Carles Ensenyat e líderes empresariais, analisou os impactos. Espot descreveu as perspetivas como pouco otimistas, com semanas ou meses pela frente segundo as opiniões francesas e um relatório chave devido na segunda-feira. Os retalhistas reportaram quebras de 70% nas vendas em lojas e restaurantes — hotéis estáveis por enquanto — e pediram flexibilidade aduaneira em compras maiores. Criticaram os comentários de Brabant por alimentarem a ansiedade, elogiando ao mesmo tempo as conversas de alto nível. Ajuda direcionada como diferimentos de pagamentos IGI, isenções patronais CASS e empréstimos bonificados para pequenas empresas (excluindo operadores turísticos) aguarda aprovação na próxima semana após contributos do setor.

O fecho agrava os problemas de neve e da RD66, arriscando prejuízos de milhões de euros para a Grandvalira (10-12% de visitantes franceses) e outlets de Pas em pleno fevereiro. Desvios via Puigcerdà adicionam até duas horas; Occitanie reforçou os comboios; shuttles de Ariège precisam de inscrição em pref-defense-protection-civile@ariege.gouv.fr; veículos ligeiros usam RD119, RD625, RD117, RD118; pesados são desviados pela Catalunha; uma pista de emergência não pavimentada serve só ambulâncias. As autoridades desaconselham viagens não essenciais. Eybalin confirmou a visita de Macron para finais de abril, após as eleições municipais francesas.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: