Sindicatos de maquinistas da Renfe suspendem greve após acordo com Ministério dos Transportes de Espanha
CCOO, UGT e SEMAF param ação após quatro horas de negociações, garantindo aumento superior a 50% na manutenção ferroviária, melhorias de segurança e compromissos de contratações.
Pontos-chave
- Greve suspensa após reunião de quatro horas; serviços normais retomam quinta-feira.
- Governo promete investimento >50% em manutenção, infraestrutura, segurança, contratações.
- 955 comboios cancelados em três dias, impactos maiores na Catalunha e Madrid.
- Acordo considerado «histórico» pela SEMAF para reformas em pessoal e segurança.
Os sindicatos de maquinistas da Renfe suspenderam a greve após chegarem a um acordo com o Ministério dos Transportes de Espanha, abrindo caminho para o retomar dos serviços ferroviários normais na quinta-feira.
Os sindicatos CCOO, UGT e SEMAF anunciaram a decisão após uma reunião de quatro horas, pouco depois do início da greve à meia-noite de segunda-feira. A ação, inicialmente prevista até 11 de fevereiro, provocou cancelamentos e atrasos generalizados nas linhas de alta velocidade, serviços de média distância e redes suburbanas na Catalunha e em Madrid. No âmbito do acordo, o governo comprometeu-se a aumentar o investimento na manutenção ferroviária em mais de 50%, com aprovação do Ministério das Finanças, além de promessas de melhorias na infraestrutura, medidas de segurança e contratações adicionais.
O secretário-geral da SEMAF, Diego Martín, descreveu o acordo como «histórico para o caminho-de-ferro», salientando que responde às exigências de mais pessoal e melhores protocolos de segurança. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, planeia negociações adicionais para finalizar os pormenores, visando a restauração total do serviço amanhã.
A greve, que perturbou as viagens em todo o país incluindo a Catalunha, levou a Renfe a cancelar 955 comboios em três dias, dos quais 683 em rotas de média distância e suburbanas. Os impactos iniciais incluíram filas longas e serviços reduzidos em estações como Sants, Girona, Mataró, Tàrrega, Vilanova i la Geltrú e Fabra i Puig. A Renfe reportou uma adesão de 11,6% nos turnos da manhã (11,2% incluindo as noites), enquanto a SEMAF alegou 100% de participação entre os sócios, atribuindo as falhas nos serviços mínimos a problemas de horários. A empresa reconheceu lacunas, ofereceu mudanças ou cancelamentos gratuitos de bilhetes e disponibilizou um site para verificar os comboios afetados.
A conselheira do Território da Catalunha, Sílvia Paneque, criticou a Renfe por incumprimento e pediu opções alternativas de transporte, respeitando o direito à greve.
A paralisação seguiu perturbações recentes na Catalunha, agravadas pelo acidente fatal de Gelida, com os sindicatos a exigirem reformas mais amplas em matéria de segurança e gestão.
Fontes originais
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