Associações de táxis andorranas fundem-se em 'Taxi Andorra' unificado à medida que Uber entra
Duas entidades de táxis centralizam chamadas e app sob Taxi Andorra com parceiros CityXerpa e TaxiMés; a medida visa modernizar.
Pontos-chave
- Duas associações de táxis fundiram-se para formar Taxi Andorra com centro de chamadas partilhado e app gerida por CityXerpa e TaxiMés
- Nova plataforma mostra táxis em movimento, ETAs e estimativas de tarifas; associação mantém controlo operacional
- Assembleia aprovou regras de licenças (licenças transmissíveis; uma licença pode cobrir dois veículos) e rejeitou proibição de condutores operarem VTC
- Governo propôs rota circular de elétrico para três paróquias; paróquias analisam até final de fev., planeamento visa aprovação final até final de 2026
Menos de um mês após a Uber começar a operar em Andorra, as duas associações de táxis do país votaram pela fusão e pela operação de um centro de despacho unificado sob o nome Taxi Andorra. A nova entidade centralizará a gestão telefónica e digital dos serviços de táxi através de um centro de chamadas partilhado e uma app móvel, com operadores internos apoiados por dois parceiros tecnológicos: a andorrana CityXerpa e a catalã TaxiMés.
A plataforma planeada permitirá aos utilizadores ver táxis em movimento, consultar tempos de chegada estimados e obter estimativas de tarifas. O controlo operacional permanecerá com a nova associação, enquanto a CityXerpa e a TaxiMés fornecerão os serviços tecnológicos e de telefonia. Fontes próximas do acordo dizem que o acordo tripartido visa modernizar o sector e resolver desacordos internos de longa data; essas fontes indicam também que o acordo prevê posicionar os VTC com tarifas mais elevadas para atrair uma clientela diferente, mais premium.
Numa assembleia conjunta do sector quase unânime, os profissionais de táxi aprovaram amplamente o quadro proposto pelo Governo, mas rejeitaram uma cláusula que tornaria a condução de táxi incompatível com a operação de VTC. Os representantes disseram que o veto era necessário porque vários condutores oferecem actualmente ambos os serviços.
A assembleia aprovou também as regras propostas pelo Governo para licenças e operações: as licenças podem ser transmissíveis, uma única licença pode permitir a operação de dois veículos o ano inteiro e não serão emitidas novas licenças até que as necessidades de serviço sejam mais claras. O acordo prevê horários de serviço definidos, turnos e períodos de descanso, e contempla penalizações por incumprimento.
O Governo acolheu a decisão do sector. O Secretário de Estado para a Transição Energética, Transportes e Mobilidade, David Forné, reiterou que o executivo apoia medidas de modernização e continua a dialogar diretamente com os condutores. Forné disse que os serviços de táxi e a Uber podem coexistir, argumentando que a Uber “está a ocupar um espaço que os táxis provavelmente não cobriam bem” ao oferecer uma opção mais premium, e que o Governo não detetou incidentes graves desde o lançamento da plataforma. Afirmou que as autoridades implementaram muitas reivindicações do sector dos táxis e apoiarão o despacho unificado agora que as associações validaram o acordo.
Em separado, o executivo apresentou uma proposta inicial de rota de elétrico às paróquias de Sant Julià, Andorra la Vella e Escaldes-Engordany. A rota circular começaria perto da fronteira, passaria por Sant Julià (incluindo um curto túnel entre Aixovall e La Margineda), continuaria via Enclar e uma ponte elevada em Santa Coloma, passaria pelo Lycée e ao longo de Prat de la Creu até à Caldea, desceria depois por Clot d’Emprivat, E. Leclerc e Bonaventura Riberaygua antes de regressar ao Lycée. O plano inclui parques de estacionamento e ligação estratégica — candidatos incluem um local perto do posto fronteiriço de Epizen ou uma localização mais interior em Sant Julià —, mais estacionamento intermédio na Margineda e um terminal no Escaldes superior. Ligações de longo prazo para La Massana e Encamp seriam facilitadas por dois túneis propostos; uma futura ligação a La Seu d’Urgell via o projeto Tramvalira da Catalunha é considerada desejável, mas separada do plano atual.
Os três conselhos paroquiais têm até ao final de fevereiro para analisar e propor revisões; se o feedback for favorável, o planeamento formal pode começar com o objetivo de aprovar um projeto final antes do final de 2026. Forné disse que o Governo nunca chegou a uma fase tão avançada no planeamento do elétrico e descreveu a proposta como uma potencial mudança de paradigma para o país.
O Governo vai também realizar um teste de vários meses convertendo duas rotundas movimentadas — a rotunda do Km 0 e Prada Casadet — em rotundas turbo. O ensaio restringirá algumas faixas da direita de fazer inversões à esquerda, exigirá sinalização de faixas mais clara com antecedência e adicionará sinais de aviso iluminados em pontos críticos para melhorar o fluxo e reduzir colisões.
No conjunto, as medidas marcam um impulso coordenado para modernizar a mobilidade em Andorra: um despacho de táxis unificado e app apoiados por parceiros tecnológicos externos, aceitação da coexistência com plataformas de transporte partilhado, uma proposta de elétrico em desenvolvimento com infraestrutura de park-and-ride, e alterações de tráfego direcionadas para melhorar a segurança e a eficiência.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
Taxistes i CityXerpa s’alien per impulsar l’app i la centraleta única
- Altaveu•
Els taxistes veten que se'ls impedeixi conduir VTCs
- Bon Dia•
El tramvia, més a prop
- El Periòdic•
Forné defensa la convivència entre taxis i Uber i espera la decisió del sector sobre la centraleta única i l”app’ pròpia