Voltar ao inicio
Transportes·

Escavação do Túnel de Rocafort Arranca em Andorra para Contornar Sant Julià de Lòria

Construção avança no túnel de 233 m para desviar 25.000 veículos diários do centro da vila, prometendo redução de 41% nas emissões de CO₂ e trânsito mais seguro até 2027.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaEl PeriòdicDiari d'AndorraAltaveuARA

Pontos-chave

  • Túnel de Rocafort de 233 m desvia 25.000 veículos/dia do centro de Sant Julià de Lòria e estrada fronteiriça.
  • Projeto de €24-26 M usa equipamento jumbo, explosões a cada 20-30 m; abertura prevista para verão de 2027.
  • Visa corte de 41% no CO₂, maior segurança, melhores condições de vida; segunda máquina arranca em junho.
  • Relacionado: túnel de Tàpia concluído, ponte Massana-Ordino avança, rotunda mais segura na Serra de l'Honor.

A escavação prossegue no túnel de Rocafort de 233 metros em Sant Julià de Lòria, parte do desvio da paróquia projetado para desviar até 25.000 veículos diários do centro da vila e da Avenguda Francesc Cairat no trajeto fronteiriço Espanha-Andorra.

Os trabalhos iniciaram-se terça-feira no portal sul numa cerimónia com a presença do chefe de Governo Xavier Espot, do ministro do Território e Ordenamento Urbano Raül Ferré, da cònsol menor Sofia Cortesao e do conseller de Circulação e Estacionamento Cristian Mayoralas. A máquina de perfuração do túnel, posicionada desde segunda-feira, utiliza equipamento jumbo com braços extensíveis para avançar na rocha, seguido de explosões controladas a cada 20-30 metros, remoção de detritos e suportes estruturais. As preparações iniciais do local, no valor de 1,9 milhões de euros, incluíram estabilizações de taludes, reforços de arco guarda-chuva, preparação da frente de escavação, desvio do torrent de Rocafort e bases de falso túnel.

A iniciativa de 24-26 milhões de euros, lançada a meio de outubro de 2024, dispõe de acessos de 100 metros em ambas as extremidades e três faixas — duas no sentido sul e uma no sentido norte, possivelmente reversível —, semelhante ao túnel de Tàpia próximo. Visa uma redução de 41% nas emissões de CO₂, maior segurança e melhores condições de vida para residentes, estudantes e trabalhadores, com conclusão prevista para o verão de 2027 apesar de atrasos de meados de 2024 para meados de março, sem aumentos orçamentais.

Uma segunda máquina jumbo iniciará do portal norte em junho, com explosões diurnas na maioria entre as 8h e as 20h, estendendo-se até às 22h apenas no extremo sul em abril e maio. Ferré descreveu-o como um projeto transformador que se integra perfeitamente na paisagem, com perfuração dupla a compensar atrasos e reduzir operações noturnas. Espot afirmou que cumpre um compromisso eleitoral para resolver problemas crónicos de trânsito e permitir fluxos mais fluidos. O cònsol major Cerni Cairat destacou que satisfaz exigências antigas dos antecessores Montserrat Gil, Josep Vila e Josep Majoral, resolvendo divisões dos anos 2000 entre comuna, governo e população sobre esta ligação fronteiriça vital. Esboçou planos para melhorias faseadas urbanas e de mobilidade este mandato para impulsionar ganhos sociais e económicos antes da abertura do desvio.

Isto marca o fim das fases 1 e 2, seguindo as fases 3 e 4: o túnel de Tàpia de 37,5 milhões de euros, construído durante o segundo mandato de Josep Pintat Forné (2008-2011) e aberto em dezembro de 2012.

Esforços relacionados avançam noutros locais. No desvio Massana-Ordino, a cofragem da ponte está próxima da conclusão para acesso de trabalhadores e camiões, juntamente com novas estradas, rotundas perto do Hotel Giberga, movimentação de terras e ligações. Para a rotunda da Serra de l'Honor em Massana (ES-40) na CG-3, Ferré respondeu em detalhe a questões da conselheira social-democrata Laia Moliné, que levantou preocupações sobre a localização numa zona íngreme e potencial favorecimento de desenvolvimentos imobiliários próximos.

Ferré afirmou que a localização segue critérios nacionais de mobilidade, ordenamento urbano e estradas, sem intenção de permitir projetos de construção, pois o único lote privado afetado já estava classificado como solo urbano consolidado antes da inclusão no plano setorial de nova infraestrutura rodoviária. O projeto resolve uma curva problemática de longa data propensa a excesso de velocidade e má tração, limitando a inclinação máxima a 3,6% — inferior aos 8,2% atuais na aproximação e saída, com entrada de Massana a 3,18% e pós-rotunda a 3,3% — para manobras mais seguras de veículos pesados, curvas e acesso invernal, em linha com normas e recomendações nacionais de engenharia. Enfatizou que o local não é íngreme e que a engenharia adaptou o traçado para suavizar o terreno sem exceder 12% de inclinação, especialmente para viabilidade invernal. Medidas standard de limpeza de neve aplicar-se-ão à rede rodoviária, sem passos adicionais de inverno considerados necessários.

O acesso a futuros edifícios em terrenos adjacentes deve recuar pelo menos 10 metros das extremidades da rotunda, e o projeto afetará estacionamento local e acessos; a comuna de Massana notificou os residentes, enfatizando o interesse público. Todos os procedimentos cumpriram a Lei Geral de Ordenamento Territorial e Urbano, com transparência total, incluindo publicação no BOPA e modificações ao plano setorial e POUP para integrar a rotunda. Ferré negou conflitos de interesses e referiu a contribuição da comuna de Massana em recomendações. O governo monitorizará o troço da ponte de Lisboa à Serra de l'Honor a partir do final de 2026, antes das seções 3 e 5.3 entrarem em serviço, podendo fazer otimizações pontuais de segurança. O Tram 1 e o túnel da Serra de l'Honor carecem de datas ou orçamentos, levando a rotunda a evitar caos na junção.

Em separado, o secretário de Estado para a Mobilidade e Transição Energética David Forné confirmou que os trabalhos de repavimentação e sinalização na Carrer de la Unió em Andorra la Vella começarão a 7 de abril, após a Páscoa, durando cerca de duas semanas para adicionar uma terceira faixa central desde o quilómetro zero até à Dama de Gel. Aprovadas pela Mesa Nacional de Mobilidade e comunas de Andorra la Vella e Escaldes-Engordany, as alterações exigem desmontagem de esplanadas de restaurantes, deslocação de paragem de autocarro, ponto de recolha de resíduos, zona de carga e carregador elétrico FEDA. Estudos preveem cortes de até 20% nos congestionamentos, facilitando especialmente curvas para a Carrer de na Maria Pla e centro comercial Eo!, com a faixa central a inverter direção nessa junção — duas faixas em cada sentido de cada extremidade.

Donos de restaurantes afetados pela remoção de esplanadas acolheram o alívio no trânsito para atrair mais peões e visibilidade, mas lamentaram o momento com a chegada da primavera, quando o uso de espaços exteriores atinge o pico. Reportaram falta de avisos formais de obra até agora, apesar de alertas informais prévios, e notaram que os trabalhos podem dissuadir turistas ao verem obras. Não foram propostas alternativas para esplanadas, embora um gerente expressasse interesse em espaço exterior limitado como na Avinguda Carlemany e Meritxell. Forné sublinhou que a remoção das esplanadas garantirá a terceira faixa para ganhos maiores de mobilidade.

Forné ligou o projeto a sucessos mais amplos, incluindo a faixa reversível permanente na CG-1 entre Andorra la Vella e Sant Julià — agora para além de testes com sinalização fixa — e rotundas turbo, que dão bons resultados com disrupção mínima.

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: