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Ambiente·

Andorra regista recorde de 23 dias de ondas de calor em junho-julho, batendo anterior por seis

Estação FEDA confirmou quatro ondas de calor totalizando 23 dias recorde, superando os 17 dias do máximo anterior de 2022 e 2023. Frequência disparou desde 2017 com sistemas de alta pressão e poeira.

Pontos-chave

  • Estação FEDA registou 23 dias de ondas de calor de 21 de junho a 24 de julho, superando recorde anterior de 17 dias.
  • Quatro ondas de calor este verão, igual à soma de 2022 e 2023.
  • Sem ondas de calor antes de 1988; anuais desde 2017 com frequência crescente.
  • Causadas por crista anticiclónica, poeira sahariana e fumo de incêndios em França e Espanha.

A estação meteorológica FEDA de Andorra registou 23 dias de ondas de calor entre 21 de junho e 24 de julho, superando o recorde anterior de 17 dias dos verões de 2022 e 2023 em seis dias, segundo dados do Serviço Meteorológico Nacional.

O período incluiu quatro ondas de calor — o maior número num único verão, igual à soma dos dois anos anteriores. Os episódios deste ano destacaram-se pela sua persistência, com condições extremas — definidas como temperaturas máximas e mínimas a ultrapassar o 98.º percentil dos registos históricos — a abranger 23 dos 34 dias do período.

A análise da Climate Action no X indicou que a estação FEDA não registou ondas de calor antes de 1988, com 2016 como o último verão livre delas. Desde 2017, Andorra tem registado pelo menos uma por ano, marcando uma década de aumento na frequência e duração destes eventos de temperatura extrema.

Os especialistas atribuem o padrão a uma crista anticiclónica prolongada, agravada por incursões de poeira sahariana e fumo de grandes incêndios em França e Espanha. O Serviço Meteorológico Nacional tem apontado uma tendência mais ampla de intensificação do calor no Principado, impulsionada por dias de temperatura excepcionalmente elevada mais frequentes.

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