Joan Nadal Expande Robô E3bot a 36 Países via Workshops UNESCO
Designer andorrano escala robô educativo E3bot de baixo custo pelo mundo, capacitando professores em 36 países com workshops UNESCO que usam tecnologia reciclada para habilidades STEM. Andorra impulsiona inovação com startup de drones IA Swarm para emergências.
Pontos-chave
- E3bot usa peças recicladas de smartphones e impressões 3D por 30 €, vs 300-500 € de kits comerciais.
- Projeto de código aberto forma professores em África e além, criando Fablabs para inovação local.
- Cena tech de Andorra avança com Swarm, drones IA para resgate em montanha e avalanchas.
- Nadal promove educação ética em IA, vê Andorra como hub de robótica.
Joan Nadal, o designer industrial andorrano e filho do fundador da Autocars Nadal, continua a expandir o seu projeto E3bot, um robô educativo acessível feito com peças recicladas de smartphones e estruturas impressas em 3D. Originalmente criado como ferramenta de aprendizagem para a sua filha, o design de código aberto chegou agora a professores de 36 países ao longo de quatro anos, através de workshops apoiados pela UNESCO.
A iniciativa de Nadal enfatiza a acessibilidade na educação STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Os participantes em sessões de uma semana, selecionados pelos ministérios da educação locais, recebem impressoras 3D e eletrónica para construir os robôs, que depois utilizam com os alunos. Viagens recentes concentraram-se em África, com deslocações quase mensais. "O objetivo era aprender a conceber e fabricar chassis com impressão 3D, escrever código básico de IA com eletrónica e programação, e montar o robô", explicou Nadal, sublinhando a sua simplicidade para atrair os jovens para os domínios científicos. "Enquanto brincam, apreendem conceitos necessários para empregos futuros em robótica ou engenharia."
A cerca de 30 € em eletrónica mais telemóveis reciclados gratuitos que fornecem câmaras, ecrãs, microfones e altifalantes — muitas vezes doados por fabricantes —, o E3bot é bem mais barato que kits comerciais de 300-500 €. Impressoras 3D básicas custam 300-500 €, comparáveis a computadores, mas permitem produção local. "Podemos facilmente reduzir o preço por dez para um robô tão eficaz como aqueles que custavam 300 €, mais tecnologia que alguns modelos não têm", observou Nadal. Um grupo no WhatsApp partilha melhorias, exigindo contribuições da comunidade no modelo de código aberto.
O projeto estabelece também Fablabs nos países anfitriões, equipando-os com impressoras e computadores para inovação mais ampla, como sensores de humidade do solo ligados a apps de telemóvel para rega automatizada. "Além da educação, queremos criar empregos locais", disse Nadal. A UNESCO gere o contacto com os ministérios e procura agora um local piloto, como a Guiné Equatorial, para formar jovens dos 14 aos 18 anos e medir impactos no STEM.
Enquanto Nadal promove Andorra como "embaixador" no estrangeiro — graças ao Prémio Innovadors de 2009 —, vê potencial inexplorado em casa. "É um bom país; com vontade, Andorra poderia adaptar-se bem à IA e à robótica educativa", afirmou, sugerindo que o seu tamanho facilita a implementação. Apela à adoção ética da IA: "Está aqui para ficar e todos a vão usar, mas as pessoas precisam de formação para a manejar de forma responsável, promovendo valores humanos que as máquinas não replicam."
Entretanto, o ecossistema tecnológico de Andorra ganha impulso com iniciativas como a Swarm, uma startup que desenvolve IA para drones autónomos. O engenheiro Miguel Enrile, ex-Intel, lidera a empresa — selecionada para o programa Enlaira da Andorra Business e apoio da Creand —, focada em resgate em montanha, prevenção de avalanchas e resposta a incêndios. Os drones voariam de forma autónoma, usando reconhecimento de imagens para alertas mais rápidos que helicópteros pilotados. "Em emergências, a IA proporciona respostas imediatas sem dependência de pilotos", disse Enrile.
A Swarm visa drones anti-avalanche operacionais em dois anos e modelos de resgate em três, em negociações com a Grandvalira. Enrile elogia a facilidade regulatória de Andorra face à burocracia espanhola, prevendo-a como "o berço da IA na próxima década". Desafios incluem obter licenças, financiamento e talento local, embora graus em informática e competições de código aberto — com prémios mensais até 5000 € — atraiam contributos. "Ferramentas como o Claude agora escrevem código dez vezes mais depressa", acrescentou, chamando o progresso da IA um "tsunami" que antecipou, mas não a esta escala.
A visão de Nadal alinha-se com estes esforços, posicionando Andorra para liderar na educação ética em STEM e IA a nível global.
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