Líder Empresarial de Andorra Culpa Sistema de Entrada/Saída da UE por Falta de Mão de Obra no Verão
O presidente da CEA atribui as faltas de trabalhadores sazonais à nova exigência de documentação na UE, apesar de quotas inalteradas e crescente procura na hotelaria.
Pontos-chave
- Gerard Cadena, da CEA, liga faltas de mão de obra ao Sistema de Entrada/Saída da UE que dissuade trabalhadores sazonais.
- Quota de trabalhadores sazonais igual à do ano passado, aprovada pelo setor empresarial.
- Suspeita de controlos fronteiriços mais rigorosos por Espanha e França.
- Governo analisará expansão da quota caso a caso, possivelmente na quarta-feira.
Gerard Cadena, presidente da Confederação Empresarial Andorrana (CEA), sugeriu que a implementação do Sistema Europeu de Entrada/Saída poderá ter contribuído para as faltas de mão de obra deste verão, ao dissuadir alguns trabalhadores sazonais de entrar no país.
Falando à imprensa durante as celebrações do Dia Nacional de França, Cadena referiu que a quota atual de trabalhadores sazonais é igual à do ano passado, que o setor empresarial aprovou no Conselho Económico e Social. Apontou o regulamento de Entrada/Saída — que agora exige que os entrantes tenham o seu estatuto na UE devidamente documentado — como uma alteração chave este ano, podendo levar à retirada de algumas autorizações de trabalho. Controlos fronteiriços mais rigorosos por parte de Espanha e França também poderão estar a desempenhar um papel, embora tenha descrito isto como uma hipótese em análise sem conclusões firmes.
Cadena destacou pressões adicionais no mercado de trabalho andorrano. O crescimento económico aumentou a procura de trabalhadores, enquanto os setores da hotelaria e restauração enfrentam um ambiente «altamente tenso» com elevada mobilidade de trabalhadores entre empresas. Várias empresas, particularmente hoteleiras, apresentaram necessidades específicas de pessoal diretamente ao Departamento do Trabalho.
Os líderes empresariais aguardam agora uma decisão do Governo sobre a expansão da quota. A ministra da Justiça e do Interior, Ester Molné, indicou ontem que o Conselho de Ministros poderá abordar a questão já na quarta-feira, após uma análise caso a caso para verificar se os pedidos estão suficientemente justificados e avaliar o que mudou desde o ano passado.
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