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Desporto·

Esquiadores andorranos associam-se à Cellab para tratamentos personalizados de recuperação sanguínea

A Federação Andorrana de Esqui firmou parceria com a Cellab para terapias autólogas de elite. Amostras de sangue são processadas e reinjetadas para acelerar a cura de lesões sem fármacos.

Pontos-chave

  • Dez atletas da FAE, incluindo Joan Verdú e Cande Moreno, forneceram amostras na Cellab em Sant Julià de Lòria.
  • Terapias autólogas produzem quatro doses por lesão para tendões, ligamentos, músculos e cartilagem em 10 dias.
  • Sem fármacos, usa apenas material do paciente para reparação de tecidos em alto nível.
  • Parceria visa reduzir tempo de recuperação e melhorar saúde face a lesões comuns no esqui.

Dez atletas da Federação Andorrana de Esqui (FAE) visitaram as instalações da Cellab em Sant Julià de Lòria para fornecer amostras de sangue destinadas a tratamentos personalizados de recuperação, no âmbito de uma nova parceria com a empresa biofarmacêutica.

O acordo permite que os esquiadores — Joan Verdú, Cande Moreno, Carla Mijares, Jordina Caminal, Íria Medina, Clàudia Garcia, Xavier Cornella, Bartumeu Gabriel, Gina del Rio e Irineu Esteve — acedam a terapias autólogas. O sangue é extraído, processado e injetado em zonas lesionadas, como tendões, ligamentos, músculos e cartilagem. As amostras de cada atleta produzirão quatro doses por lesão, com o processo completo a demorar cerca de 10 dias. As autoridades sublinharam que o tratamento não envolve fármacos, apenas material do próprio paciente.

O diretor da FAE, Carles Visa, destacou a prevalência de lesões no esqui, referindo esforços contínuos de prevenção com a Federação Internacional de Esqui (FIS), incluindo medidas de segurança nas pistas, e a adição do fisioterapeuta Oriol Bonell na última temporada. Ele afirmou que a parceria trará "tempo e qualidade" na recuperação, ao mesmo tempo que promove a saúde dos atletas.

O treinador físico Damià Costa disse que a terapia auxilia a reparação de tecidos em vários tipos de lesões e é comum entre atletas de elite, com resultados comprovados no dano à cartilagem.

O CEO da Cellab, Alexandre Marfany, deu as boas-vindas à colaboração, descrevendo os tratamentos como inovadores, mas um passo inicial. A empresa, fundada em 2014 e especializada em terapias avançadas e imunoterapia, está a realizar ensaios clínicos promissores com tratamentos celulares em que as células são adaptadas, expandidas e geneticamente modificadas. Representantes da Cellab acrescentaram que estas terapias são mais potentes do que as opções convencionais e podem levar a avanços revolucionários disponíveis ao público a médio prazo.

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