Federação Andorrana de Ciclismo adota fundo coletivo antidoping para 2027
A FAC, com CPA, governo e UCI, passa para fundo partilhado que cobre custos disciplinares de doping, aliviando encargos individuais dos ciclistas e ligando taxas futuras às despesas dos casos. Cauções anteriores serão reembolsadas na totalidade.
Pontos-chave
- FAC substitui garantias individuais por fundo coletivo para licenças de profissionais em 2027.
- Homens pagam €1500 no 1.º ano (€750 licença + €750 fundo), depois €750/ano; mulheres €880 depois €440.
- Cauções anteriores reembolsadas; taxas sobem €80 por caso de doping anterior.
- Mudança após disputas, colaboração CPA/governo/UCI rejeitou depósitos individuais.
A Federação Andorrana de Ciclismo (FAC) vai substituir as garantias individuais antidoping por um fundo coletivo para as licenças de ciclistas profissionais a partir da época de 2027.
Esta mudança resulta de esforços colaborativos com os Cyclistes Professionnels Associés (CPA), o governo andorrano e a Union Cycliste Internationale (UCI) para resolver problemas do sistema anterior. A presidente da FAC, Carolina Poussier, tinha expressado insatisfação com o modelo que exigia que cada ciclista profissional fornecesse uma garantia bancária pessoal ou caução para cobrir potenciais custos disciplinares de casos de doping.
No novo sistema, os profissionais masculinos pagam 1500 euros no primeiro ano — 750 euros pela licença e 750 euros para lançar o fundo de garantia antidoping. As licenças anuais subsequentes custam 750 euros. As profissionais femininas pagam 880 euros inicialmente (440 euros para a licença e 440 euros para o fundo), descendo para 440 euros por ano depois.
Os ciclistas que apresentaram garantias ou cauções no sistema anterior receberão reembolsos integrais. O fundo está diretamente ligado às despesas disciplinares: por cada caso positivo de doping do ano anterior que gere custos, a taxa da licença da época seguinte pode aumentar 80 euros. Sem casos desse tipo, não há ajuste.
A mudança surge de disputas anteriores, incluindo uma proposta rejeitada de depósitos individuais de 7500 francos suíços — equivalentes a cerca de 8000 euros — e um aumento temporário das taxas de licenças profissionais para 1500 euros, que mereceu críticas de ciclistas como Carlos Verona. A intervenção do governo e da UCI em março aprovou os acordos para 2026, permitindo alternativas a partir de 2027.
Poussier sublinhou a necessidade de uma abordagem simplificada que garanta cobertura sem sobrecarregar o orçamento central da federação ou complicar a vida aos atletas. O acordo visa responder às exigências dos ciclistas ao mesmo tempo que protege contra despesas processuais.
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