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Andorra Endavant propõe regras de coliving para trabalhadores sazonais contra crise de arrendamentos

O partido sugere regulamentos dedicados ao coliving para combater a sobrelotação e devolver imóveis aos residentes permanentes, priorizando quartos privados e espaços partilhados dignos para estadas curtas.

Pontos-chave

  • Andorra Endavant quer regulamentos para coliving exclusivo de trabalhadores temporários.
  • Combate sobrelotação com 12-15 pessoas por apartamento sem privacidade.
  • Propõe quartos privados com TV e áreas partilhadas para estadas curtas.
  • Liberta casas para residentes de longa duração e melhora condições dos trabalhadores.

Andorra Endavant apelou a regulamentações específicas para estabelecer o coliving como um modelo de habitação dedicado aos trabalhadores sazonais, e não aos residentes de longa duração, de modo a combater a sobrelotação e aliviar a pressão no mercado de arrendamento.

O grupo parlamentar argumenta que o coliving oferece uma forma urgente de melhorar as condições de vida dos trabalhadores temporários durante os picos de inverno e verão, quando muitos partilham apartamentos com 12 a 15 pessoas ou quartos sem qualquer privacidade. Estas situações, afirmam, criam padrões de vida inaceitáveis que prejudicam a qualidade de vida dos trabalhadores e retiram casas do mercado para residentes permanentes.

Num comunicado, o partido liderado por Carine Montaner enfatizou que o coliving deve visar os temporários através de um enquadramento regulatório dedicado que garanta qualidade, ordem e dignidade. As características propostas incluem quartos privados para cada ocupante — equipados com básicos como uma televisão — e espaços partilhados como cozinhas, salas de estar, lavandarias e áreas de refeições adequadas a estadas curtas.

Esta abordagem, defende a Andorra Endavant, alcançaria dois objetivos: melhores alojamentos para o pessoal sazonal e a devolução de propriedades residenciais ao mercado de arrendamento de longa duração. O grupo instou o governo a introduzir um enquadramento legal claro e estável, proporcionando certeza jurídica para incentivar a participação do setor privado.

Regulamentar o coliving desta forma, afirmam, representa não apenas uma opção, mas uma necessidade para salvaguardar os direitos à habitação dos residentes ao mesmo tempo que assegura condições dignas para todos.

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