Empresas Familiares de Andorra Alertam para Falta de Pessoal Devido a Limites de Quotas
Empresas familiares andorranas enfrentam graves desafios na contratação devido a quotas de imigração esgotadas, ameaçando setores tradicionais. EFA pede soluções urgentes e promove diversificação e governação no 27.º ciclo.
Pontos-chave
- Presidente da EFA, Daniel Aristot, alerta para quotas de imigração esgotadas que afetam setores tradicionais.
- Governo antecipa 250 autorizações de trabalho, mas insuficientes segundo as empresas.
- EFA incentiva diversificação e governação forte, citando evolução da Lego como exemplo.
- Evento a 2 de julho com especialistas em operações, empreendedorismo e sucessão.
A Associação de Empresas Familiares Andorranas (EFA) apresentou na quarta-feira o seu 27.º Ciclo de Empresas Familiares, agendado para quinta-feira, 2 de julho, sob o tema «A Arte de Governar a Empresa Familiar: Diversificação Operacional e Boa Governação».
O presidente da EFA, Daniel Aristot, expressou profunda preocupação com as persistentes faltas de pessoal e os limites das quotas de imigração, que afetam mais duramente os setores económicos tradicionais. Os membros estão «muito preocupados» com a situação, disse ele, notando que as quotas sazonais esgotadas criaram grandes desafios para a contratação de trabalhadores não residentes. Aristot sublinhou que, embora os setores emergentes possam exigir menos mão de obra, o modelo de produção tradicional de Andorra precisa de soluções urgentes para garantir pessoal estrangeiro, pois nenhuma empresa sobrevive sem pessoal suficiente.
A EFA está a deferir as negociações para a Confederação Empresarial Andorrana (CEA), que está a gerir as conversas com o governo. Isto segue um recente anúncio do governo que antecipa 250 autorizações de trabalho — a deduzir mais tarde do lote de outono —, uma medida que Aristot reconheceu mas descreveu como insuficiente para as necessidades em curso.
Face a estas pressões, os líderes da EFA instaram as empresas familiares a adaptarem-se através da diversificação e de uma governação robusta. Aristot destacou como muitas empresas andorranas se reinventaram alargando as linhas de produtos ou entrando em novos setores, citando a transição da Lego de brinquedos de madeira para videojogos e filmes como exemplo. Explicou que a longa vida útil das empresas familiares exige evolução constante para acompanhar as exigências do mercado, especialmente em meio a mudanças tecnológicas, energéticas e económicas.
A governação forte continua a ser vital para as transições geracionais, acrescentou a associação, para evitar problemas comuns no início da sucessão. Os membros mostram grande interesse em novas oportunidades, mas os responsáveis alertaram que o crescimento depende da resolução das restrições de recursos humanos.
O ciclo contará com oradores como Manuel Bermejo, da The Family Advisory Board, Manuel Huerta, da Horizont Family Company, o economista Sergio Rodríguez, Marc López, do Colégio de Joalheiros, Ourives, Relojoeiros e Gemólogos da Catalunha, e Josep Batallé, do Grup Batallé. Partilharão experiências sobre diversificação, empreendedorismo e governação para orientar as gerações mais jovens.
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