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Agregados andorranos aumentam gastos com álcool e tabaco 61,6% em 2024

Despesas dos agregados com álcool, tabaco e narcóticos subiram acentuadamente para 590 euros anuais, só atrás da saúde, num aumento geral de 17,3%.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Gastos com álcool, tabaco e narcóticos +61,6% para 590 euros/agregado, de 377 euros.
  • Compras domésticas de vícios +60%, no estrangeiro +92,5%; gasto total +17,3%.
  • Baixos rendimentos: 61% em essenciais; altos rendimentos: 41,9%, mais em transportes/lazer.
  • Gastos no estrangeiro +28,1% para 9 359 euros, liderados por saúde (+131,3%), transportes (+62,6%).

Os agregados andorranos aumentaram os gastos com álcool, tabaco e narcóticos 61,6% em 2024 face ao ano anterior, segundo o Inquérito aos Orçamentos Familiares do Departamento de Estatística. Esta categoria foi a segunda com maior aumento, só atrás da saúde.

A despesa média anual por agregado neste grupo subiu de 377 euros para 590 euros. O aumento foi generalizado: as compras domésticas cresceram 60%, enquanto os gastos no estrangeiro dispararam 92,5%. O gasto total dos agregados aumentou 17,3%, ou 13,4% por agregado, mas os padrões variaram muito consoante o nível de rendimentos.

As famílias de baixos rendimentos destinaram mais de 61% dos orçamentos a bens essenciais — habitação, água, gás, eletricidade, combustíveis, alimentação e bebidas não alcoólicas —, deixando pouco espaço para itens discricionários. Em contrapartida, os agregados de rendimentos mais elevados dedicaram apenas 41,9% a estes básicos, libertando fundos para transportes, saúde e lazer.

Os custos de habitação continuaram a pesar muito, com 61,7% dos residentes em regime de arrendamento — uma ligeira descida face a 2023. A renda média atingiu 732,6 euros mensais, com a mediana nos 666,7 euros. O preço médio por metro quadrado fixou-se em 9,4 euros, embora os novos contratos tenham médio de 12,8 euros, superior aos 11,7 euros do ano anterior.

Os gastos fora de Andorra saltaram 28,1%, superando amplamente os domésticos. Os agregados gastaram em média 9 359 euros no estrangeiro por ano, um aumento de 23,9%, impulsionado pela saúde (+131,3%), transportes (+62,6%) e bens e serviços diversos (+51,5%). Esta tendência pode refletir a busca de melhores preços, serviços especializados ou mudanças de hábitos.

Os dados destacam um consumo geral em crescimento, ao lado de divisões acentuadas: enquanto alguns agregados expandem para lazer e compras transfronteiriças, outros continuam limitados por necessidades básicas como abrigo e alimentação.

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: