Parlamento de Andorra Aprova Lei Omnibus 2 sobre Crescimento Sustentável e Habitação
O Consell General aprova legislação que aperta regras de habitação, investimento estrangeiro e imigração, em meio a críticas da oposição sobre especulação.
Pontos-chave
- Voto 16-8 aprova Lei Omnibus 2, construindo sobre lei de março para equilíbrio económico.
- 340 apartamentos turísticos convertidos em arrendamentos; contactados mais de 800 proprietários de apartamentos vazios.
- Investimento residente passivo elevado a 1M€; imposto imobiliário estrangeiro duplicado para 6-10%.
- Oposição critica como insuficiente contra especulação e emergência habitacional.
**Título:** Parlamento de Andorra Aprova Segunda Lei Omnibus sobre Crescimento Sustentável e Habitação **Resumo:** O Consell General aprova a Lei de Continuidade e Consolidação de Medidas para o Crescimento Sustentável com apoio da maioria, em meio a críticas da oposição sobre faltas de habitação e investimento estrangeiro; o governo destaca 340 apartamentos turísticos convertidos em arrendamentos e contactos com mais de 800 proprietários de apartamentos vazios.
O Consell General aprovou o Projeto de Lei de Continuidade e Consolidação de Medidas para o Crescimento Sustentável — conhecido como Lei Omnibus 2 — na quinta-feira, com 16 votos a favor da maioria governamental e oito contra dos grupos da oposição. A legislação baseia-se na Lei Omnibus original aprovada em março de 2025, apertando regras sobre habitação, investimento estrangeiro, imigração e atividades comerciais para promover uma expansão económica equilibrada.
A ministra da Economia, Presidência, Trabalho e Habitação, Conxita Marsol, saudou as medidas como o "roteiro" do governo para enfrentar a crise da habitação. Notou que as restrições a apartamentos turísticos em edifícios onde excedem 30% das unidades levaram 340 propriedades a converterem-se em arrendamentos residenciais em menos de um ano. O governo identificou também apartamentos vazios e degradados, contactando mais de 800 proprietários para incentivar a colocação no mercado e evitar transferências compulsórias. Marsol sublinhou a colaboração contínua com municípios e empresas de eletricidade para a execução, além de planos para a desregulação progressiva do mercado de rendas até março.
A lei eleva os investimentos mínimos para residentes passivos a 1 milhão de euros — ou 800 mil euros em imóveis — mais uma contribuição não reembolsável de 50 mil euros para políticas sociais ou de habitação. Estrangeiros autónomos enfrentam o mesmo depósito, excluindo profissionais qualificados. Os impostos sobre investimentos imobiliários estrangeiros duplicam para 6% na primeira compra e 10% nas subsequentes. Autoriza o executivo a restringir empresas de alto impacto com valor socioeconómico limitado, reforça verificações de reagrupamento familiar e facilita a mobilidade intraempresarial para trabalhadores temporários.
Os partidos da oposição, incluindo PS e Concòrdia, rejeitaram o projeto apesar de emendas na comissão, chamando-o insuficiente para conter a especulação. O líder do PS, Pere Baró, descreveu-o como falhando em centrar a habitação ou travar compras estrangeiras, rotulando-o como uma "emergência" não atendida pelo texto. O cabeça de Concòrdia, Cerni Escalé, argumentou que permite aquisições imobiliárias estrangeiras contínuas em meio à tensão no mercado, podendo conflitar com negociações de associação à UE e sobrecarregar expatriados andorranos no estrangeiro com impostos sobre investimentos. A conselheira Demòcrates Maria Martisella defendeu a abordagem "equilibrada" para imigração regulada e seletividade empresarial.
O tesoureiro da Unió Sindical d'Andorra (USdA), Joan Torra, minimizou o impacto da lei, alertando para "Omnibus 3 e 4" intermináveis sem acabar com a especulação ou garantir direitos à habitação. Ligou-a a problemas laborais mais amplos assinalados no recente relatório do Comité Europeu dos Direitos Sociais, citando direitos sindicais fracos e apenas quatro acordos coletivos.
Consultores fiscais criticaram os aumentos para residentes passivos como "populistas" com apelo a curto prazo, potencialmente insustentáveis sob laços com a UE. Marsol comprometeu-se a trabalhar com todos os partidos no descongelamento das rendas, enquanto a oposição prometeu pressões contínuas por leis de habitação acessível.
Em separado, os grupos parlamentares acordaram não emendar alterações iminentes à lei de relações laborais, resultantes de consenso entre empregadores e sindicatos via Conselho Económico e Social. Isto aborda lacunas do Artigo 5 da revisão do ECSR sobre liberdades sindicais, com aprovação esperada por unanimidade em março e reformas mais profundas planeadas mais tarde.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Altaveu•
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- El Periòdic•
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