Andorra aprova reforma do Código Laboral para reforçar representação dos trabalhadores
A reforma unânime introduz delegados de empresa para pequenas firmas, reforça proteções para candidatos e promove o diálogo social, em meio a apelos da oposição por mudanças mais amplas.
Pontos-chave
- Aprovação unânime cria delegados de empresa para firmas até 30 trabalhadores, conselhos de trabalhadores para maiores.
- Reforça proteções para candidatos eleitorais e permite processos iniciados por empregadores a pedido dos trabalhadores.
- Aborda baixa representação (apenas 17 empresas atualmente) num Andorra dominado por pequenas empresas.
- Oposição vê como positivo primeiro passo, mas urge mudanças mais profundas para padrões europeus.
O Conselho Geral aprovou na quinta-feira uma emenda ao Código de Relações Laborais por consenso unânime, introduzindo medidas para reforçar a representação dos trabalhadores nas empresas e promover o diálogo social entre empregadores e sindicatos.
v2 v2Labour Minister Conxita Marsol, responsável pela Presidência, Economia, Trabalho e Habitação, defendeu as alterações como resultado de um amplo consenso alcançado no Conselho Económico e Social. Destacou as limitações da lei atual após mais de seis anos, com apenas 17 empresas — principalmente nos setores público ou fundacional — a terem representantes dos trabalhadores. A reforma visa o tecido empresarial de Andorra, dominado por pequenas empresas, criando delegados de empresa para locais de trabalho com até 30 trabalhadores e mantendo os conselhos de trabalhadores para os maiores. Reforça as proteções para candidatos eleitorais não eleitos durante seis meses, permite ultrapassar o limite de dois mandatos consecutivos e abre os processos eleitorais à iniciativa dos empregadores ou do Departamento do Trabalho mediante pedido anónimo de 10% da força de trabalho.
v2«Esta é uma reforma importante nascida dos sindicatos e dos empregadores», disse Marsol, acrescentando que aborda lacunas onde «ninguém se envolve se se sentir desprotegido». O governo considera que alinha a legislação com as realidades locais, melhora a negociação coletiva e cumpre compromissos da Carta Social Europeia.
v2As reações da oposição foram cautelosamente positivas, mas pediram mais. A líder dos Social-democratas, Susanna Vela, elogiou o acordo entre empregadores e sindicatos após duas legislaturas de atraso, mas considerou as medidas «limitadas e insuficientes», citando falhas na lei de 2018 e instando reformas nos despedimentos sem causa, que vê como conflituantes com a Carta Social Europeia.
v2A líder do grupo parlamentar da Concòrdia, Nùria Segués, chamou-lhe «um primeiro passo» para aumentar a participação numa economia dependente do turismo com horários irregulares, sublinhando a necessidade de relações equilibradas e uma cultura de participação. A líder adjunta dos Demòcrates, Maria Martisella, elogiou o papel do CES na forja de consensos.
v2Vários partidos concordaram que são necessárias reformas mais profundas para construir um modelo laboral mais equitativo em linha com os padrões europeus.
Fontes originais
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