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Negocios·

Andorra aprova 150 autorizações de trabalho antecipadas após esgotamento da quota

Governo colmata lacuna até à quota reduzida de 800 autorizações em abril para setores essenciais, respondendo a necessidades económicas enquanto corta autorizações para trabalhadores independentes e.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuEl Periòdic

Pontos-chave

  • 150 autorizações antecipadas aprovadas para gestão, técnicos, saúde, educação para necessidades urgentes.
  • Nova quota de abril desce para 800 (menos 11%), com adiantamentos deduzidos do total.
  • Autorizações para independentes reduzidas pela metade para 200, exigindo 1M€ de investimento para categoria estrangeira.
  • Autorizações de residência passiva cortadas 6% para 200, necessitando 1M€ de investimento mais contribuições.

O Governo andorrano aprovou um adiantamento de 150 autorizações de trabalho e residência para setores essenciais após o esgotamento da quota anterior de 1170 — fixada em outubro passado —, disse o ministro e porta-voz do Governo Guillem Casal numa conferência de imprensa de quarta-feira após a reunião do Conselho de Ministros.

Esta medida colmata a lacuna até à entrada em vigor da nova quota geral de 800 em abril, uma descida de 11% face à alocação de outubro (embora alguns relatos citem uma figura anterior de 900). As autorizações antecipadas serão deduzidas do total de abril, garantindo que o número combinado não exceda 800. Casal sublinhou que a medida responde a necessidades económicas e sociais levantadas no Conselho Económico e Social, promovendo um crescimento populacional sustentável.

Os setores elegíveis correspondem aos grupos 1 e 2 da classificação nacional de empregos: cargos de gestão e organização, profissionais técnicos e científicos altamente qualificados, saúde, educação, cuidadores de saúde social e assistentes domésticos. Os candidatos não pertencentes à UE devem demonstrar pelo menos seis anos de experiência no setor, além de proficiência em catalão ao nível A1 na primeira renovação e A2 na segunda.

As autorizações para trabalhadores independentes cairão 50% face às 391 do ano passado, para 200, com categorias fixas que não podem transferir lugares não utilizados: 150 para investimento estrangeiro (quase 60% abaixo das 350 do ano passado), 30 para profissionais liberais (excluindo médicos, descendo de 41 incluindo-os) e 20 para médicos. O investimento estrangeiro exige um investimento mínimo de 1 milhão de euros e uma contribuição não reembolsável de 50 mil euros ao abrigo da Lei do Crescimento Sustentável; as outras autorizações para independentes seguem regras semelhantes, exceto para profissões tituladas.

As autorizações de residência passiva, para estadas sem atividade laboral, caem 6% para 200: 163 para residência sem atividade lucrativa, 17 para interesses científicos, culturais ou desportivos, 10 para profissionais com projeção internacional e 10 para centros geriátricos privados ou médicos/terapêuticos. Os candidatos precisam de um investimento mínimo de 1 milhão de euros mais 50 mil euros não reembolsáveis do requerente principal e 12 mil euros por dependente, conforme a lei omnibus 2.

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