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Andorra aprova lei de desregulamentação de rendas com limites de inflação para 2027

A medida limita aumentos de rendas em 2027 a 3,5%-8,5% para contratos mais antigos em meio às tensões com o Irão, elimina tetos a partir de 2028 e introduz direitos de rescisão e penalizações, isentando rendimentos de luxo.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicAltaveuBon DiaDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Descongelamento em 2027 para 7000 contratos (pré-2012 ou <6 €/m²) limitado a 2,5% IPC, aumentos totais 3,5%-8,5%.
  • Implementação faseada: 2028-2030 para restantes contratos por idade e faixas de renda.
  • Pós-descongelamento: aumentos escalados por 5 anos (1%-6% + IPC); isenções para luxo, casas familiares.
  • Penalizações até 100% da renda anual; elogiada como equilibrada pelo governo, oposta por alguns.

O governo andorrano aprovou o seu projeto de lei de desregulamentação de rendas, limitando a inflação IPC a 2,5% para o descongelamento de contratos em 2027, para contrariar riscos do conflito no Irão. Isto limita os aumentos totais de renda nesse ano a 3,5%-8,5%, com base nas faixas atuais de renda mais a margem de 1%-6%. A partir de 2028, não há limites. O projeto segue para tramitação parlamentar urgente no Consell General na próxima semana, visando aprovação até junho para aviso de seis meses antes da entrada em vigor a 1 de janeiro de 2027.

Cerca de 7000 contratos — os celebrados em 2012 ou antes, ou abaixo de 6 €/m² — descongelam primeiro em 2027, no mês original de assinatura. O processo decorre ao longo de quatro anos: contratos de 2013-2015 ou abaixo de 7 €/m² em 2028; 2016-2018 ou abaixo de 8 €/m² em 2029; e contratos de 2019-2021 em 2030. Estes afetam cerca de 20 mil dos 25 mil arrendamentos andorranos sob prorrogações forçadas desde 2019. Durante cinco anos após o descongelamento, quer renovados com os atuais ou novos inquilinos, os aumentos anuais escalam por nível de renda: até 6% + IPC abaixo de 7 €/m², diminuindo para 1% + IPC acima de 12 €/m². As frações abaixo dos referenciais paroquiais de habitação acessível — 7,95 €/m² em Canillo, 8,81 € em Ordino, 9,22 € em Sant Julià de Lòria, 9,47 € em Encamp, 9,56 € em La Massana, 10,70 € em Andorra la Vella e Escaldes-Engordany — podem atingir esses níveis em três passos anuais iguais mais IPC. Conta apenas o espaço habitacional, excluindo estacionamento ou arrumos.

As isenções incluem rendas acima de 2000 € mensais (2500 € em alguns casos), casas unifamiliares e as para residentes sem autorização de trabalho. Os senhorios podem rescindir para uso pessoal ou familiar, grandes obras de segurança ou higiene, habitação de empregados ou venda a comprador que a precise como residência principal, tudo com seis meses de aviso, em vez de três. Os avisos de rescisão anteriores a 2019 mantêm-se válidos. A lei permite recuperação para trabalhadores residentes há dois anos ou pessoal qualificado em contratos de dois anos.

As penalizações alinham-se com as regras atualizadas de arrendamento urbano: multas de 50% do renda anual mais reembolso de aumentos excessivos; multas de 100%, proibição de contratos públicos por dois anos e restrições a apoios por três anos em violações graves como bloqueio de renovações. A fiscalização usa os registos paroquiais, principalmente por queixas, com possíveis inspeções; os novos contratos devem registar-se no SICAR.

A ministra da Habitação, Conxita Marsol, descreveu o projeto como "progressivo e garantista", favorecendo a continuidade dos inquilinos com aumentos iguais para renovações ou novos inquilinos. Citou rendas médias de 13,50 €/m² no geral e 7,90 €/m² para contratos descongelados em 2027, apelando ao registo no SICAR. O chefe de Governo, Xavier Espot, num evento de quinta-feira pelo 33.º aniversário da Constituição, elogiou os membros da APBI pela sua "responsabilidade, rigor e sentido de país" em meio à polarização. Chamou à lei "protetora e equilibrada", priorizando o interesse geral, reduzindo incertezas e incentivando a retenção de inquilinos fiáveis, já que os aumentos igualam os para novos. Poucas alterações são esperadas após consultas à maioria, embora se acolha contributos da oposição. A lei exige incentivos governamentais à construção e reabilitação de rendas acessíveis, mais um fundo de garantia por falta de pagamento.

O economista do FMI Jeff Danforth apoiou a liberalização quase total do mercado nas projeções de segunda-feira, defendendo a transição faseada com autorregulação e apoios direcionados. O presidente da APBI, Jordi Marticella, saudou-a como acelerando o descongelamento sem choques, enfatizando apoios a grupos vulneráveis em vez de controlos, pois os proprietários arriscam ativos sem apoios sociais.

A oposição aguçou críticas. O secretário-geral da USdA, Gabriel Ubach, rejeitou os conselhos do FMI como desfasados, desafiando Danforth a encontrar um T1 abaixo de 2000 €, e alertou para o conflito excluindo pensionistas, jovens e trabalhadores. Citando o projeto, a USdA destacou exemplos como um T4 de 80 m² em Escaldes-Engordany a subir de 420 € para 856 € (104% em três anos) ou um T4 de 90 m² em Andorra la Vella de 495 € para 963 € (95%), à medida que as rendas baixas convergem para os referenciais acessíveis. O sindicato denunciou a liberalização de 80% do mercado até 2030, permitindo trocas de inquilinos por pagadores mais altos e especulação, mais facilitação de substituições por trabalhadores de mais altos rendimentos como residentes há dois anos ou em contratos qualificados de dois anos. Renovou apelos a eleições antecipadas, controlos de preços e registo público de propriedades, insistindo que as rendas podem duplicar em três anos para contratos de baixa renda e que salários ou pensões ficam muito aquém.

O Sindicato da Habitação criticou a autorregulação do FMI como ingénua num mercado concentrado, exigindo supervisão robusta contra especuladores, especialmente para contratos anteriores a 2012 e posteriores a 2022 face a aumentos, e rejeitando abordagens centradas em apoios que tratam a habitação como ativo financeiro.

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Fontes originais

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