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Negocios·

Andorra transforma a Andorra Digital em empresa pública para liderar a digitalização nacional

Uma lei aprovada a 13 de novembro estabelece a Andorra Digital como empresa pública para coordenar a transformação digital em cidadãos, empresas e.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Lei de 13 de nov converte Andorra Digital em empresa pública para liderar digitalização nacional
  • Acordos assinados com Google Cloud, Salesforce, Oracle, Apple Pay e AWS para ecossistema tech internacional
  • Sede eletrónica tratou +2100 procedimentos em set — 1700 mais que há um ano
  • Cerca de 71% residentes com certificado digital; nove orgs no Interoperability Bus; ranking cibersegurança ~60–70

A Andorra Digital deu um passo decisivo a 13 de novembro, quando foi aprovada uma lei que a converte numa empresa pública. Esta medida fornece ao país um instrumento dedicado para enfrentar os desafios da digitalização à escala nacional. O Ministro dos Serviços Públicos e Transformação Digital, Marc Rossell, descreveu a criação da Andorra Digital como «um passo natural e necessário, e um compromisso claro para manter a transformação digital como prioridade nacional», ligado a referências internacionais e ao objetivo de um futuro digital seguro, competitivo e inclusivo.

Durante o ano, o Principado avançou na sua agenda digital através de acordos estratégicos com empresas tecnológicas globais, incluindo Google Cloud, Salesforce, Oracle, Apple Pay e Amazon Web Services. Estes memorandos de entendimento visam construir um ecossistema de parceiros tecnológicos internacionais que apoiem a transição digital de Andorra de forma segura, fiável e ágil, acelerando a mudança para uma economia digital e reforçando a inovação e a modernização administrativa do país.

O governo, através do Ministério da Transformação Digital e da Andorra Digital, estabeleceu a infraestrutura legal e técnica e os organismos reguladores para permitir uma transformação eficaz focada em três pilares: cidadãos, empresas e eficiência da administração pública. A colaboração público-privada é um elemento fundamental dessa estratégia.

A segunda edição do Digital Forum, realizada de 28 a 30 de outubro, centrou-se na proteção infantil online e na importância económica da digitalização. O evento reuniu líderes institucionais, empresas tecnológicas, peritos internacionais e organizações da sociedade civil.

Um objetivo chave tem sido melhorar as interações entre cidadãos, empresas e administração, ao mesmo tempo que se reduz a divisão digital. As melhorias na sede eletrónica (Seu electrònica) e a criação de um novo centro de procedimentos empresariais em Prat del Rull expandiram os canais de serviços digitais, permitindo transações online mais simples e transparentes. Em setembro, mais de 2100 procedimentos foram concluídos através da sede eletrónica — 1700 mais do que no mesmo mês do ano anterior.

Outros indicadores de progresso incluem o facto de cerca de 71% da população já possuir um certificado digital, nove organizações estarem ligadas ao Interoperability Bus e Andorra se classificar entre o 60.º e o 70.º lugar no índice global de cibersegurança. Estes números refletem um avanço constante na utilização da digitalização como ferramenta de competitividade.

A Andorra Digital também desenvolve soluções tecnológicas personalizadas e um catálogo de serviços adaptados às necessidades setoriais. Os programas de digitalização receberam aumentos orçamentais no âmbito de uma estratégia transversal que abrange saúde, educação e serviços sociais, com ênfase na colocação do utilizador no centro das decisões.

Os esforços para aumentar a consciencialização sobre cibersegurança dirigiram-se tanto a cidadãos como a empresas. A Agência Nacional de Cibersegurança de Andorra (ANC-AD) instou microempresas e trabalhadores independentes a reforçarem os sistemas de proteção e organizou seminários de formação para promover as melhores práticas em prevenção digital. Foram também implementadas iniciativas para proteger menores online.

As novas estruturas institucionais criadas no processo incluem a ANC-AD, o Interoperability Bus e o Portal de Intercâmbio de Dados e Documentos (PIDA) para garantir uma comunicação segura entre administrações e organizações; o Centro para o Bem-Estar Digital e Competências Digitais (CBDCD) para promover a capacidade tecnológica e a proteção entre crianças e jovens; e a Agência de Inteligência de Dados (AID), responsável pela implementação da estratégia nacional de governação de dados e inteligência artificial.

O Ministro Rossell lançou também a Digital Wallet, que permite aos cidadãos transportar digitalmente documentos de identificação como passaportes ou cartas de condução, demonstrando passos práticos para serviços digitais quotidianos.

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Fontes originais

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