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Andorra Eleva Investimento para Residência Passiva para 1 Milhão de Euros na Lei Omnibus

Comissão da Economia aprova Lei de Continuidade e Consolidação, aumentando investimento mínimo em 200 mil euros, apertando regras imobiliárias e reformando.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Investimento para residência passiva elevado para 1M€ em ativos andorranos; mínimo imobiliário agora 800 mil euros só para residência.
  • Depósito para trabalhadores por conta própria duplicado para 50 mil euros; reagrupamento familiar revogado por irregularidades, com penas por fraude.
  • Permissos para trabalhadores temporários mais flexíveis: transferências intraempresariais, autorizações de empresas estrangeiras para 12 meses.
  • Andorranos/residentes no estrangeiro por estudos isentos de imposto sobre imóveis estrangeiros; votação plena a 22 de janeiro.

A Comissão da Economia de Andorra finalizou a lei omnibus 2, conhecida como Lei de Continuidade e Consolidação de Medidas para o Crescimento Sustentável, elevando o investimento mínimo para residência passiva para 1 milhão de euros em ativos andorranos. Trata-se de um aumento de 200 mil euros face à proposta inicial do Governo de 800 mil euros. O imobiliário usado para atingir o limiar deve agora ter um valor mínimo de 800 mil euros — um aumento de 200 mil euros face ao limite anterior de 600 mil euros — e deve servir como residência sem atividade geradora de lucros.

As negociações concluíram na sexta-feira, com uma sessão final na segunda-feira, 19 de janeiro, para aprovar o relatório do relator sobre cinco artigos técnicos e finalizar o texto. A lei está agora agendada para votação plena no Consell General na quinta-feira, 22 de janeiro, juntamente com o orçamento nacional, antes do fim da sessão a 31 de janeiro.

Medidas adicionais duplicam o depósito não reembolsável para trabalhadores por conta própria junto da Autoridade Financeira Andorrana (AFA) para 50 mil euros, face aos 30 mil euros anteriores, apesar dos apelos do Partit Socialdemòcrata (PS) para total reembolsabilidade. As regras de reagrupamento familiar, avançadas pela Andorra Endavant, revogam todos os permisos familiares aquando da deteção de irregularidades, obrigando toda a família a sair. As penalizações também visam reagrupamentos fraudulentos ou condições pessoais falsificadas, podendo classificá-los como crimes de fraude.

Disposições laborais oferecem maior flexibilidade para trabalhadores temporários, permitindo transferências dentro dos centros de atividade de uma empresa ou grupo empresarial sem mudanças de setor, como pretendido pela Andorra Endavant. Os períodos de renovação destes permisos, outrora fixos em cinco meses, seguirão agora regulamentos governamentais, conforme os Demòcrates. As autorizações para trabalhadores de empresas estrangeiras estendem-se de seis para 12 meses, em resposta às necessidades do setor da construção.

Uma emenda apoiada pela maioria, dos Demòcrates e Ciutadans Compromesos, isenta andorranos e residentes no estrangeiro por estudos do imposto sobre investimentos imobiliários estrangeiros, desde que demonstrem ausência temporária por motivos educativos. Isto aplica-se igualmente independentemente da nacionalidade para cumprir convenções internacionais, pendente de revisão final executiva.

Os partidos da oposição Concòrdia e PS argumentam que as disposições imobiliárias não abordam a escassez de habitação, defendendo proibições a investimentos imobiliários. O líder do PS, Pere Baró, notou um diálogo melhorado face à lei do orçamento, mas avisou que o texto continua insuficiente. A Andorra Endavant elogiou o progresso parlamentar, lamentando omissões, como a revogação automática da residência para novos residentes com condenações criminais envolvendo menores.

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