Voltar ao inicio
Negocios·

Andorra vai implementar ferramenta de IA para funcionários públicos até 2027 face ao aumento das ameaças cibernéticas

**O Governo da Andorra planeia implementar ferramenta de IA para funcionários públicos até 2027 em meio a ameaças cibernéticas crescentes** O ministro andorrano da Função Pública e Transformação

Sintetizado a partir de:
La Veu LliureDiari d'AndorraAltaveu+2

Pontos-chave

  • Andorra vai implementar ferramenta de IA semelhante à Microsoft para funcionários públicos até 2027 para automatizar tarefas e aumentar eficiência
  • Incidentes de cibersegurança subiram 5,6% para 1624 em 2025, com ataques assistidos por IA em aumento
  • Transformação digital inclui serviços online de imigração e veículos, 50% dos procedimentos agora digitais
  • Despesa governamental em tecnologia subiu 25% para 22,96 milhões de euros em 2024

**O Governo da Andorra planeia implementar ferramenta de IA para funcionários públicos até 2027 em meio a ameaças cibernéticas crescentes**

O ministro andorrano da Função Pública e Transformação Digital, Marc Rossell, anunciou na quarta-feira planos para implementar uma ferramenta de inteligência artificial em todos os funcionários da administração pública até 2027. A solução, provavelmente da Microsoft e semelhante ao Copilot, visa gerir tarefas repetitivas, elaborar documentos administrativos como especificações de concursos, e aumentar a eficiência geral. Rossell referiu que também poderiam ser criadas aplicações personalizadas para necessidades específicas de departamentos, como automação de processos ou controlos internos reforçados.

Falando perante a Comissão Parlamentar de Justiça, Interior e Assuntos Institucionais, Rossell analisou os dados de cibersegurança de 2025 da Agência Nacional de Cibersegurança (ANC-AD). A agência geriu 1624 incidentes, um aumento de 5,6% face aos 1537 de 2024, com uma estimativa de 5000 infeções em dispositivos que afetaram empresas e particulares. Ele alertou que os números devem ser vistos com cautela, pois nem todos os incidentes são reportados apesar das obrigações legais de cibersegurança para entidades essenciais.

Rossell destacou os riscos crescentes, incluindo mais dados ilícitos e credenciais a circular online, o que aumenta as vulnerabilidades. Os cibercriminosos estão a usar cada vez mais endereços IP andorranos como proxies, potencialmente escapando à deteção ao imitar tráfego local, e a recorrer à IA para contornar defesas automatizadas. Ele enfatizou a necessidade de reforçar a resiliência dos sistemas, com a ANC-AD a desempenhar um papel central na prevenção, resposta e sensibilização pública.

Para as prioridades de 2026, Rossell delineou a digitalização dos procedimentos de imigração, partindo do zero numa área anteriormente baseada em papel. Um piloto testará o processamento online para reduzir deslocações, embora a presença física continue necessária para itens como passaportes. O sucesso poderá permitir uma implementação total este ano, com ajustes conforme necessário. Isto liga-se a iniciativas de recrutamento em países de origem, permitindo que as empresas contactem trabalhadores no estrangeiro, verifiquem documentos telematicamente e simplifiquem encargos administrativos à chegada. Os serviços relacionados com veículos, de alto volume, também estão visados para digitalização.

O progresso na Estratégia de Transformação Digital 2030 inclui metade dos procedimentos agora online através da sede eletrónica, um aumento face a anos anteriores, com uma redução de 30% nos dados exigidos por pedido. Um em cada quatro residentes usa a carteira digital, e sete em cada dez têm a aplicação Andorra Salut. Rossell visa uma plataforma eletrónica nacional unificada em breve.

Em 2024, a despesa governamental em tecnologia atingiu 22,96 milhões de euros, um aumento de 25% face ao ano anterior, focada em processamento de dados, estudos, software e licenças. A administração emprega 62 especialistas em TIC e mantém mais de 2400 dispositivos, com monitorização contínua de 118 entidades chave.

Partilhar o artigo via